13 de jul. de 2010

JIMMY REED, O REI DO "SOFT BLUES"


O “rei do soft blues”, assim ele poderia ser chamado. Não se considerava um bluesman nato, mas a sua música, antes de mais nada, era de grande apelo popular e tinha como base o puro blues. Foi um dos primeiros a se apresentar para grandes platéias tocando gaita com suporte e guitarra elétrica ao mesmo tempo, no estilo folk singer. Era o carisma em pessoa, just Jimmy Reed...
Voz, gaita e guitarra: um showman
Jimmy Reed, batizado Mathis James Reed, nasceu em Dunleith, Mississipi, no dia 06 de setembro de 1925. Aprendeu a tocar gaita com seu pai e ainda quando criança conheceu seu amigo e parceiro musical Eddie “Playboy” Taylor, que lhe ensinou a tocar guitarra e participaria de sua banda anos mais tarde. Em 1943 aos 18 nos Jimmy Reed mudou-se para Chicago em busca de fama, mas teve que servir na Marinha por quase dois anos durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1945 voltou para Dunleith e logo em seguida foi para Gary, Indiana, onde formou uma banda com o iniciante Albert King, pasmem, na bateria! No início dos anos 50 encontrou-se com o Eddie Taylor em Chicago e montaram uma banda caracterizada por um blues lento, ritmado e vigoroso, a marca registrada de Reed. Em 1953, Reed com 28 anos, grava com Eddie Taylor, seu primeiro disco com o tema “High And Lonesome”, para o Selo Chance e, ainda neste ano, o Selo Vee Jay aproveitando o desinteresse da Chess por ele, resolve contratá-lo em definitivo. A banda passou a ser uma máquina de fazer hits. Ele chegou a vender mais discos que Muddy Waters, Howlin' Wolf, Elmore James ou Little Walter. Mas entre eles, Reed foi o que menos soube lidar com a fama. A partir de 1957 Reed começou a sofrer de epilepsia e se já não bastasse, se embriagava e não administrava bem o seu dinheiro. Tudo isso prejudicou sua carreira ao ponto de ter que diminuir suas apresentações aos 40 anos de idade. Reed esteve casado com Mary Lee Davis ou “Mama Reed” desde 1945, ela foi autora de muitas letras de suas músicas, e em certas apresentações também ‘segurava a barra’ no apoio vocal, já que ele esquecia as letras devido às seqüelas da doença. Durante sua permanência no Selo Vee Jay, Jimmy manteve sua carreira graças aos direitos autorais cobrados pelas regravações de seus hits por bandas de rhythm & blues inglesas, como The Rolling Stones e The Animals. 
O carisma sempre foi uma marca de Jimmy Reed
Esta popularidade com as bandas britânicas foi devida a fama obtida por ele após uma temporada européia de sucesso em 1963 e 1964 onde apresentou-se também no programa de TV inglesa “Ready Steady Go”. Em 1965 participou do “Greatest Show of Stars”, uma turnê de 80 dias pelos EUA junto com Sam Cooke, Everly Brothers e Clyde McPhatter; em 1966 no Hendon Stadium de Atlanta, Georgia, apresentou-se com Ray Charles, The Drifters e B. B. King. Mas apesar de todo seu esforço, sua carreira começou a sofrer um declínio devido aos seus problemas de saúde. Em 1966 obteve algum sucesso pelo Selo Exodus. Em 1968, viajou novamente à Europa para o American Folk Festival. 
Reed, de inúmeros hits
No início dos anos 70 fez turnê com B. B. King e Clifton Chenier, suas apresentações tornavam-se raras. Sua esposa falece em 1974 e ele resolve deixar o álcool, mas era tarde demais. Jimmy Reed morre em 27 de agosto de 1976 aos 50 anos de idade devido a uma parada respiratória causada por uma crise epiléptica enquanto dormia na sua casa em Oakland, Califórnia. O eterno bluesman foi enterrado no Lincoln Cemitery de Blue Island, Illinois.
The Rolling Stones, The Animals, Them (de Van Morrison), Johnny Winter e Steve Miller, gravaram vários de seus hits como “Ain’t That Loving You Baby; “You Got Me Dizzy”; “Honest I do”; “Baby What You Want Me To Do”; “Big Boss Man”; “Bright Lights Big City”; “Let’s Get Together”; “Shame, Shame, Shame”, dentre outros.


Jimmy Redd At Carnegie Hall
É obrigatório conferir estas gravações de Jimmy Reed pela Vee Jay:
- Jimmy Reed At Carnegie Hall;
- Just Jimmy Reed;
- Rockin’ With Reed
.

Confira o link do you tube onde Jimmy Reed canta "Baby What You Want Me To Do":
http://www.youtube.com/watch?v=xW4u99_roGg 

Por Eumário J. Teixeira.

11 de jul. de 2010

JOHN LEE HOOKER, THE BOOGIE MAN


Bateria, baixo, harmônica, prá quê? Para ele bastava uma guitarra, a voz inconfundível e o pés para ditar o ritmo que o “boogie” exigia nos salões. Para John Lee Hooker, também conhecido como “The Boogie Man” e considerado como um dos pioneiros de “talk blues”, tudo isso era natural.
The Boogie Man
John Lee Hooker nasceu numa fazenda perto da cidade de Clarksdale, Mississipi, no dia 22 de agosto de 19l7. Seu pai era pastor protestante e pouco depois de falecer, sua mãe casou-se com um guitarrista e vocalista de Louisiana, Will Moore, que ensinou os primeiros acordes de violão para o jovem John Lee. Aliás, o seu padrasto Will More recebia regularmente em sua casa figuras lendárias como Blind Lemon Jefferson, Blind Blake e Charley Patton para uma “jam session” rural. Aos 14 anos John Lee, fascinado pelo som dos mestres, saiu de casa para tentar a sorte em Memphis sonhando em se apresentar numa das casas de shows da famosa Beale Street. Conseguiu umas canjas com o famoso guitarrista Robert Nighthawk, mas não foi o suficiente; e chegou a conclusão que o futuro estava mais ao norte, mais precisamente em Detroit para onde mudou-se em 1942. Enquanto tinha um emprego regular numa linha de montagem da Ford de dia, tentava a carreira de bluesman à noite. 
O Jovem John lee Hooker
Sua perseverança só foi recompensada em 1948, quando foi descoberto pelo produtor Bernie Besman e gravou “Boogie Chillen”, que vendeu maravilhas. A partir dessa gravação tudo aconteceu rapidamente. Entre 1949 e 1954, Hooker gravou mais de setenta singles em 21 selos diferentes e com vários pseudônimos: Texas Slim, Birmingham Sam, Johnny Williams, Johnny Lee e outros. Lançou temas que se tornaram clássicos como “Crawling King Snake”; “Burning Hell” e “I’m In The Mood”. Foi contratado em 1955 pelo Selo Vee Jay de Chicago onde gravou sucessos como “Mambo Chillen”, “Dimples” e “I’m So Excited”. Os anos 60 reergueram o blues tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, onde uma nova geração de músicos procurou inspiração em Hooker adaptando os velhos blues à ritmos mais excitantes. Em 1962 estoura outro sucesso, “Boom Boom”, que o obriga a excursionar à Europa como integrante do American Folk Blues Festival. A partir daí as apresentações pelo mundo são corriqueiras como também suas performances nos estúdios onde gravou excelentes discos como Urban Blues e Simply The Truth no final da década. Nos anos 70 teve uma experiência única com a banda californiana Canned Heat, gravando o famoso Hooker ‘N Heat, logo depois Alan Wilson, líder da banda e um expert em blues, morreria de forma misteriosa. Em 1980, seguindo a rotina de apresentações e gravações, aparece no filme “The Blues Brothers” com John Belushi e Dan Ackroyd. 
John Lee Hooker, uma lenda do blues
Na década de 90 continua muito prestigiado pelo público e principalmente por roqueiros consagrados dos mais diversos estilos que fazem questão de homenagear e gravar junto ao grande mestre em diversos discos premiados e consagrados pela crítica. Mas John Lee Hooker já acusava cansaço e fragilidade e veio a falecer de morte natural no dia 21 de junho de 2001, aos 84 anos incompletos, em sua casa na California enquanto dormia. Foi-se embora o último representante do legítimo blues do Delta do Mississipi.
A influência de John Lee Hooker no rock é enorme. Todos queriam pegar o “ritmo” com o velho mestre. Para citar alguns devotos do boogie man: Rolling Stones, Yardbirds, John Mayall’s Bluesbrakers; Animals, Them, Canned Heat, George Thorogood, Johnny Rivers, Carlos Santana, dentre outros.
John Lee Hooker e Alan Wilson do Canned Heat

De John Lee Hooker vale a pena conferir os imprescindíveis :

- Urban Blues (1968);
- Simply The Truth (1969);
- Lonesome Mood (1969), com Earl Hooker, seu primo e exímio guitarrista;
- Hooker ‘N Heat, com a banda californiana Canned Heat (1971);
- The Healer (1991);
- Mr. Lucky (1992);
- Chill Out (1995); 

os três últimos contando com a participação de figurinhas como Bonnie Rait, Los Lobos, George Thorogood, Carlos Santana, Keith Richards; Van Morrison e outros.
Hooker 'N' Heat, uma obra prima de Hooker e Canned Heat
Eis um link no you tube com John Lee Hooker interpretando "Boom Boom": http://www.youtube.com/watch?v=rOyj4ciJk34

Por Eumário J. Teixeira.

13 de jun. de 2010

A BÍBLIA E SUAS VERSÕES NA LINHA DO TEMPO

A Bíblia, seus tradutores e suas versões na história:
- 1516 – Desidério Erasmo edita a primeira impressão do Novo Testamento.
- 1522 – Martinho Lutero completou a sua tradução do Novo Testamento em alemão, usando o Textus Receptus (T. R.).
- 1524-1525 – Editada a tradução do texto hebraico massorético feita Jacob Ben Chayyim, com edição de David Bomberg, a publicação é também conhecida como Texto Bomberg.
- 1526 – William Tyndale, completou a sua tradução do Novo Testamento em inglês, na Alemanha, usando o Textus Receptus (T. R.).
- 1546, 1549, 1550 e 1551 – O Novo Testamento Grego de Robert Stephens foi publicado em Paris. A edição de 1551 que ficou conhecida como Editio Regia (Edição Real), seguiu os textos das edições de 1527 e 1535 de Erasmo.
- 1465, 1582, 1588 e 1598 – Teodoro Beza publicou em Genebra, quatro edições em fólios do texto grego de Stephens com algumas pequenas mudanças e com um tradução dele no latim. Teodoro Beza publicou várias outras edições, mas particularmente a sua edição de 1598 e as duas últimas de Stephens, foram usadas principalmente para a versão autorizada (King James) de 1611, e para a versão João Ferreira de Almeida, de 1681.
- 1624, 1633 e 1641 – Boaventura e Abrão Elzevir, sócios de uma publicadora lançaram edições do texto grego em Leyden, seguindo a edição de 1565, de Beza.
- 1633 – No prefácio da edição deste ano de Boaventura e Elzevir, foi escrito Textum ergo habes nunc ab omnibus receptum...foi assim que surgiu o nome Textus Receptus a esta forma de texto.
- 1637 – É editada a tradução Statemvertaling da Holanda, baseada no Textus Receptus.
- As edições de Stephens, Beza, e os dois Elzevir, apresentam substancialmente o mesmo texto, ou seja, o Textus Receptus.
- Sobre a Versão Autorizada – Foi traduzida do Textus Receptus grego no Novo Testamento e Texto Massorético hebraico no Velho Testamento em 1611. O rei James I da Inglaterra autorizou um comitê de 50 sábios experts nas línguas hebraico e grego preparar um revisão das traduções no inglês mais antigo. Daí surgiu a King James Version ou Autorized Version, um dos maiores tesouros de língua inglesa.
- A versão do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida em 1681 é muitas vezes comparada com a versão de King James.
- Confissões doutrinárias da Reforma: Westminster, 1647; De Savoy, 1658; e Confissão Batista de Londres, 1689.
- O texto de João Ferreira de Almeida foi revisado em 1693 e em 1711. Desde as ocorrências ortográficas da língua portuguesa em 1946, saíram várias novas edições.

Outras notas:
- Antigo Testamento – do Texto Massorético em Hebraico – Massoretas: Escribas judaicos.
- Novo Testamento – do Textus Receptus (texto recebido) em grego.
- A Bíblia: Palavra verbalmente inspirada de Deus, composta pelo Antigo Testamento hebraico e Novo Testamento grego, no total de 66 livros canônicos.
- A melhor edição do Texto hebraico Massorético foi a de 1524-25 feita por Jacob Ben Chayyim, com edição de David Bomberg (Texto Bomberg).
- O Textus Receptus grego – Um grupo de textos impressos. O primeiro foi publicado por Desidério Erasmo em 1516. Foi reconstruído por F. H. A. Scrivener em 1894.
- Traduções de Bíblia – Devem ser baseadas nas línguas originais:
# Velho Testamento – Texto Massorético hebraico
# Novo Testamento – Textus Receptus grego, tradicional e majoritário, por estar de acordo com mais de 98% de todos os manuscritos que existem.
- A descoberta dos rolos do Mar Morto em 1947 por beduínos árabes, só confirmam a existência e confiabilidade do texto hebraico massorético.
- Além do Textus Receptus, existem também vários outros textos.
- Desde o Ministério de Jesus Cristo até mais ou menos 100 d. C., os manuscritos originais do N. T. foram escritos na língua grega; chegando ao ano 400 d. C. o Novo Testamento foi compilado.
- Durante o período Bizantino nos anos 312-1453 d. C., o Textus Receptus foi usado pela Igreja grega. Por isso o texto é também conhecido como Texto Bizantino.

Atenção:
- Após o lamentável advento do Texto Crítico em 1881, traduzido por Westcott e Hurt, começaram a se multiplicar as versões baseadas nele (em inglês: Revised Version, American Standard; em português: Atualizada, Revisada, BLH – Bíblia na Linguagem de Hoje).
- O Texto Crítico é de autoria da dupla Westcott e Hurt, que tomaram como base um grupo de manuscritos que representam uma pequena percentagem dos cerca de 4.255 manuscritos existentes. Tal pequeno grupo de manuscritos foi rejeitado pela maioria dos cristãos protestantes através dos séculos, que não os consideravam dignos de confiança. O texto também é conhecido como T. C. ou W. H.
- Em 1982, dois críticos textuais (Zane C. Hodges e Arthur L. Farstad), usando a razão humana para enfraquecer o Textus Receptus, inventaram um outro texto e o batizaram indevidamente de “Texto Majoritário”, nome que já era usado como sinônimo do Textus Receptus. Arthur Farstad também foi responsável pela desencaminhadora New King James Bible (Nova Bíblia Rei James), que ao contrário da original King James de 1611, veio cheia de desinformações no texto, leituras falsas e induções erradas nas notas de rodapé.


Obs.: As informações acima foram obtidas no site www.biblias.com.br da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil.

4 de jun. de 2010

VIGIE SUA BÍBLIA - Estão de olho nela!


Folheto Esclarecedor (2a edição, jul.2000)

A Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada, inerrante e infalível. É a base de toda a nossa fé e prática (II Tm 3:16). Por isso o diabo tem investido na tentativa de danificá-la. Todo esforço tem sido feito para corroer a fé na sua inspiração, infalibilidade e autoridade, e na divindade de Cristo. Se olharmos a História, veremos tentativas até de extirpar a Palavra de Deus. Não podendo destruí-la, o diabo tem investido na tentativa de enfraquecer as doutrinas cardeais dela, através das diversas versões, tendo como base fontes não fidedignas. Cabem algumas perguntas: "Por que tantas versões? Qual a origem das novas versões? Por que a Almeida Revista e Atualizada traz textos em colchetes? Por que a NIV suprime versículos inteiros?"
Quando se procura a respeito da origem das novas traduções, descobre-se que são grandemente baseadas na edição de um texto grego feita em 1881 por Westcott e Hort. Estes tomaram como base um grupo de manuscritos que representam uma pequena percentagem dos cerca de 4255 manuscritos existentes. Tal pequeno grupo de manuscritos havia sido rejeitado pela maioria dos crentes através dos séculos, porque não os consideravam dignos de confiança. A edição de Westcott e Hort tornou-se predominante nos modernos meios teológicos, trazendo grande prejuízo para as igrejas fieis. Aquela edição geralmente é chamada de "Texto Crítico" (T.C.) ou (W.H.).
Antes do surgimento do T.C., as traduções tinham como base o "Textus Receptus" (T.R.). Em inglês a versão Rei Tiago (ou King James Version) e em português a Almeida Corrigida.
O T.R. foi organizado por Erasmos em 1516, representando a maioria esmagadora dos manuscritos, sendo usado pelas igrejas Batistas, evangélicas fiéis a Deus.
Nosso propósito é mostrar que as versões que têm por base o T.C. procuram enfraquecer diversas doutrinas como: divindade de Cristo, expiação por Cristo, Sua morte vicária, etc. Temos como exemplo os diversos textos em colchetes na versão Atualizada, querendo insinuar que podem ou não ser inspirados por Deus, Jo 7:53-8:11. Isto é um acinte à doutrina da preservação, Sl 119:89,152,160; Is 40:8; Mt 24:35; I Pe 1:23-25; Ap 22:18-19.
Agora, em 2000, será lançada em nosso Brasil a NVI (Nova Versão Internacional). Veja o que está no prefácio da New International Version, na sua 5a impressão (setembro.86), na página vi: "O texto em grego usado na tradução do NT foi um texto eclético... Onde os manuscritos existentes diferem, os tradutores escolheram uma entre as leituras, de acordo com os consagrados princípios da crítica textual do Novo Testamento. Notas de rodapé chamam atenção para aqueles locais onde havia incerteza sobre em que consistia o texto original". Isto é um ataque frontal à doutrina da preservação. Além disso, como fundamentalistas não podemos aceitar versões e/ou traduções que seguem a filosofia de equivalência dinâmica (que violenta o sentido original do texto).
Vejam e pasmem com o que está escrito na contra capa do Novo Testamento da NVI, em português, que foi lançado em nosso país em 1994:
"Em 1991 deparei-me a primeira vez com a NVI... Logo verifiquei tratar-se de uma versão altamente precisa... tendo por princípio na sua tradução, a equivalência dinâmica. ...Considero-a a mais fiel ...".
Isto é um diatribe contra a Palavra de Deus.

Vejamos os ataques dessas versões:
ATAQUES À DIVINDADE DE CRISTO
(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em Mc 9:24; Lc 23:42; At 8:37; 1 Co 15:47; Ap 1:11. A s demais, T.C. e NVI extirpam centenas dos títulos divinos: Senhor, Jesus, Cristo, Jesus Cristo, Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, etc.!):
João 3:13 Fiel = "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU." T.C. e NVI retiram do texto que Cristo "está no céu." Assim, anulam aqui (mesmo que não em toda a Bíblia), que Cristo é onipresente, é Deus!
NVI: "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem."
At 9:5,6 "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse O SENHOR: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. (6) E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer."
T.C. e NVI omitem aqui que Cristo é "o Senhor", é Deus, devemos-lhe imediata e total obediência!
NVI ="Saulo perguntou: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem você persegue. (6) Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer'."
Rm 14:10, 12 "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO. (12) De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus" T.C. e NVI, no v. 10, adulteram "Cristo" para "Deus". Ora, como o juiz de v. 10 é o de v.12, T.C. e NVI aqui anulam uma fortíssima prova da divindade de Cristo, e que é a Ele que os crentes darão conta (para fins de galardoamento)!
NVI ="Portanto, você, por que julga seu irmão? Ou por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de DEUS. (12) Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus."
1Tm 3:16 "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória."
T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "Deus", trocando-o por "Aquele que", portanto destruindo aqui uma das maiores provas da divindade de Cristo! "Note que a NIV americana já trocou "Deus" por "aquele que", no corpo do texto!...
NVI = "Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: aquele que foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória."
1 João 4:3 "E todo o espírito que não confessa que Jesus CRISTO VEIO EM CARNE não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo." T.C. e NVI aqui agradam as falsas religiões, pois anulam que Cristo veio em carne, extirpam que Jesus Cristo (mesmo sempre sendo 100% Deus) encarnou literalmente, teve e sempre terá corpo literal e será 100% homem!
NVI: "mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo, a cerca do qual vocês ouviram que está vindo, e agora já está no mundo."

ATAQUES À EXPIAÇÃO POR CRISTO
( EXCLUSIVAMENTE PELO SEU SANGUE)

Cl 1:14 "Em quem temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos pecados;"
T.C. e NVI tiram aqui que foi pelo derramamento do sangue de Cristo que nossos pecados foram expiados, Deus foi propiciado, nossa salvação foi comprada!
NVI: "em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados." Nunca esqueçamos: He 9:22 "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão."!

ATAQUES À MORTE VICÁRIA DE CRISTO
(sua morte em nosso lugar!)
1 Co 5:7 "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS." T.C. e NVI tiram aqui que Cristo morreu "por nós", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos Is 53:5!
NVI: "Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado."
1Pd 4:1 "Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado;" Novamente, é pisado e tirado aqui que Cristo morreu "por nós", recebendo em nosso lugar o castigo que merecemos Is 53:5!
NVI: "Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado."

ATAQUES À DOUTRINA DA TRINDADE
1 João 5:7-8 "Porque três são os que testificam NO CÉU: O PAI, A PALAVRA, E O ESPÍRITO SANTO; E ESTES TRÊS SÃO UM. E TRÊS SÃO OS QUE TESTIFICAM NA TERRA: o Espírito, e a água e o sangue; e estes três concordam num."
T.C. e NVI arrancam aqui a mais explícita e uma das mais fortes provas da doutrina da Trindade:
"Há três que dão testemunho: (8) o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes."
Será que isto não equivale à Bíblia dos Testemunhas de Jeová:? "Porque são três os..."
O rodapé da NVI visa levar a mortal engano, pois a passagem é estabelecida por fortes provas teológicas, gramaticais, lógicas, históricas, de contradição da crítica textual e de consistência com o estilo bíblico. E por pelo menos: várias traduções antiqüíssimas (Siríaca/Pershitta de 150DC, Waldenses de 150 DC, etc.); 22 manuscritos gregos (o 635, de 10** DC; etc.), entre aqueles relativamente poucos que contêm o capítulo e sobreviveram; praticamente todos os códices que também contêm o capítulo e sobreviveram (alguns anteriores ao século IV); e citações de 12 "pais da Igreja" (Tertuliano em 200 DC; etc.). Há um excelente livro exclusivamente em defesa destes 2 versos: "The History of the Debate Over 1 John 5:7-8", Michael Maynard, Comma Publications, 444 págs., 1995.

ATAQUES À INSPIRAÇÃO DA BÍBLIA
Lc 4:4 "E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, MAS DE TODA A PALAVRA DE DEUS." T.C. e NVI retiram aqui que viveremos de cada uma de todas as palavras da Bíblia, e que todas e cada uma delas são inspiradas por Deus! NVI: "Jesus respondeu: Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem'."???? E o restante, a bíblia NIV comeu????

ATAQUES À DOUTRINA DA SALVAÇÃO
(Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em: Mt 9:13; 18:11):
Mt 20:16 "Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; PORQUE MUITOS SÃO CHAMADOS, MAS POUCOS ESCOLHIDOS." T.C. e NVI aqui tiram palavras de modo a gravemente enfraquecer a doutrina da salvação (mais especificamente, do chamamento e da eleição). NVI: "Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos." E o restante do versículo?????
Mc 2:17 "E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores AO ARREPENDIMENTO”
( observação da professora Marineide: na minha Bíblia Almeida também não aparece o relato AO ARREPENDIMENTO. Não sei nas Bíblias de vocês?) T.C. e NVI extirpam aqui a indispensabilidade de verdadeiro arrependimento, para salvação!
NVI: "Ouvindo isso, Jesus lhes disse: 'Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores'.”
João 3:15 "Para que todo aquele que nele crê NÃO PEREÇA, mas tenha a vida eterna." T.C. e NVI extirpam aqui que quem não crer perecerá (sofrerá eternamente no lago de fogo, esta é a morte eterna)!
NVI: "Para que todo o que nele crê tenha vida eterna.””
João 6:47 "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê EM MIM tem a vida eterna." T.C. e NVI retiram aqui "em mim", favorecendo o universalismo, que basta crer em algo ou alguém, seja o que ou quem for, não indispensavelmente em Cristo!
NVI: "Asseguro-lhes que aquele que crê tem a vida eterna."
At 8:37 "E DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE, DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS." T.C. e NVI tiram aqui todo o verso do texto principal, anulando que batismo vem depois da salvação, e esta decorre de crer em Cristo e em tudo que Ele disse de Si, inclusive Sua divindade!
At 9:5-6 "E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. DURO É PARA TI RECALCITRAR CONTRA OS AGUILHÕES. E ELE, TREMENDO E ATÔNITO, DISSE: SENHOR, QUE QUERES QUE EU FAÇA? E DISSE-LHE O SENHOR: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer." T.C. e NVI extirpam aqui o que pusemos em maiúsculas, anulando que salvação vem da aceitação de Cristo como Senhor (a quem aceitamos como controlador absoluto) e como Deus! NVI: "Saulo perguntou: 'Quem és tu, Senhor?' Ele respondeu: 'Eu sou Jesus, a quem você persegue. (6) Levante-se, entre na cidade; alguém lhe dirá o que deve fazer'." (O irmão Hélio Silva conta de um missionário americano a quem ele muitíssimo admira e ama, e que usava a boa King James Bible para preparar sermões que ia pregar em português. Com a KJB, ele preparou um excelente sermão baseado no texto que a NVI extirpou. Resultado: confundiu-se todo na hora de pregar, mesmo que tenha tentado usar todas as Bíblia - T.C. brasileiras presentes! Inconsistência! Inconsistência!).
Rm 8:1 "Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, QUE NÃO ANDAM SEGUNDO A CARNE, MAS SEGUNDO O ESPÍRITO." T.C. e NVI extirpam aqui o que pusemos em maiúsculas, anulando, aqui, que há, sim, condenação (não quanto à salvação mas sim quanto à comunhão, correção, galardão, o ser usado por Deus) para o salvo que andar segundo a carne: At 5:1-10; 1Co 3:12,15; 5:9-10; Gl 5:16-18; 1Jo 3:20-21; 5:16!1 NVI: "Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus,"
1Pd 2:2 "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, PARA QUE POR ELE VADES CRESCENDO." T.C. e NVI anulam o que pusemos em maiúsculas, favorecendo aqui o ensino herético que a salvação vem por um processo gradual de crescimento! NVI:’"Como crianças recém-nascidas, desejem intensamente o leite espiritual ouro, PARA QUE POR MEIO DELE cresçam PARA SALVAÇÃO."
2Pd 2:17 "Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas ETERNAMENTE se reserva." T.C. e NVI extirpam aqui que a condenação é eterna! (sem cessar de existir e sofrer)! NVI: "Estes homens são fonte sem água e névoas impelidas pela tempestade. a escuridão das trevas lhes está reservada."

ATAQUES À IMPORTÂNCIA DO JEJUM BÍBLICO
Choque-se comparando a NVI ante a Fiel também em: At 10:30-31; 1 Co 7:5):
Mt 17:21 "mas esta casta de DEMÔNIOS não se expulsa senão pela oração e pelo jejum." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem séria dúvida sobre todo o verso, enfraquecendo aqui a necessidade da arma oração + jejum. Quem teria interesse nisto, senão o nosso inimigo?! (ver Ef 6:12)
Mc 9:29 "E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração E JEJUM." T.C. e NVI (em nota de rodapé) põem em dúvida "e jejum", enfraquecendo aqui que piedoso jejuar é indispensável contra certos demônios.

GRAVÍSSIMAS CONTRADIÇÕES
(T.C. se contradiz a si próprio! Bíblias-T.C., idem):
Mt 27:34 "Deram-lhe a beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber." T.C. e NVI adulteram "vinagre" para "vinho", contradizendo frontalmente Sl 69:21! NVI: "Ali lhe deram para beber VINHO misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber". Ver análise no livro de Pickering, 4.5.1 e 7.1.1.
Mc 1:2-3 "Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante atua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. (3) Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.." T.C. e NVI adulteram "nos profetas" para "no profeta Isaías", criando grave contradição ao citarem de Ml 3:1 (além de Is 40:3)! NVI: "Conforme está escrito no profeta ISAÍAS: 'Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho' (2) 'voz do que clama no deserto: preparem o caminho para o Senhor, endireitem as veredas para ele'."
2Ts 2:8 "E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor DESFARÁ pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;" T.C. e NVI adulteram "desfará" para "matará", contradizendo frontalmente Ap 19:20 ("lançados vivos...")! Do mesmo modo que os crentes vivos por ocasião do Arrebatamento terão seus corpos transformados em imortais e para a glória eterna, sem experimentarem antes a morte física, o anticristo e o falso profeta terão seus corpos transformados em imortais e para o sofrimento eterno, sem experimentarem antes a morte física. Mas a NVI diz: Então será revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus MATARÁ com o sopro de sua boca, e destruirá, pela manifestação de sua vinda."
Contraste a NVI ante a Fiel também em: Mt 5:22 (Jesus irou-se em Mc 3:5, mas com motivo). Lc 4:44 contra Mt 4:23 + Mc 1:39. Mt 19:17 contra Mc 10:18 + Lc 18:9. Mt 10:10 contra Mc 6:8.

OUTROS ERROS:
Mt 1:25 "E não a conheceu até que deu à luz seu filho, O PRIMOGÊNITO; e pôs-lhe por nome Jesus." T.C. e NVI agradam o romanismo, retirando daqui que Jesus foi o primeiro entre os vários filhos de Maria. NVI:"Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus."
1 Co 6:20 "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, E NO VOSSO ESPÍRITO, OS QUAIS PERTENCEM A DEUS." T.C. e NVI extirpam aqui algumas das revelações de Deus mais preciosas e confortadoras às nossas almas! NVI:"Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês." (consegue se achar o mesmo significado nas duas versões?????)
1Tm 6:5 "Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; APARTA-TE DOS TAIS." T.C. e NVI extirpam aqui2 que temos ordem de nos SEPARAR de todos "crentes" e "igrejas" que ensinam qualquer coisa que conflite com a Palavra de Deus. Qual texto favorece o Diabo e o erro?! NVI: "e atritos constantes entre homens de mente corrompida, privados da verdade, os quais pensam que a piedade é fonte de lucro."

OUTRAS AMPUTAÇÕES:
Somente quanto a outros versos inteiros: T.C. e NVI, em notas de rodapé, põem sérias dúvidas (o que, em termos práticos, é idêntico a erradicar da Bíblia!) sobre Mc 16:9-20 e Jo 7:53-8:11 (24 versos!); Mt 12:47; 16:3; 17:21; 18:11; 21:44; 23:14; Mc 7:16; Lc 22:43-44; 23:34. Põem tão mais sérias dúvidas que já chegaram a realmente extirpar do texto principal e difamar dentro de rodapés: Mc 9:44,46 (repetições de Is 66:24); 11:26; Lc 17:36; 23:17; Jo 5:4; At 8:37; 15:34; 24:7; 28:29; Rm 16:24.
Ao todo, T.C. e NVI omitem (ou gravemente questionam, o que dá no mesmo) 55 versos completos, mais 147 versos quase completos.
Lembremos que o T.C., base preponderante da NVI, tem mais de 6000 palavras omitidas, 2000 adicionadas e 2000 adulteradas, totalizando mais de 10.000 (7% !) perversões das cercas de 140.000 santas palavras do Novo Testamento em grego!

CONCLUSÃO:
Ah, irmãos, tremamos ante Ap 22:18-19 + Pv 30:6 + Dt 4:2 (não adicionar/ subtrair). 2Co 2:17 (não corromper), e Rm 1:25 (não transformar a Bíblia em mentira)!
A intenção daqueles que fizeram este folheto, não é causar brigas e divisões no meio do povo de Deus. O nosso alvo é despertar pastores, líderes e membros das igrejas, para se aprofundarem mais no assunto da crítica textual, assunto este, que por sinal tem sido ensinado com pouca profundidade em nossos seminários. Não estamos causando um problema nem inventando modismo.
Deveríamos admitir que versões baseadas no T.C. não deviam ter entrado no meio Fundamentalista. Podemos afirmar que divisores, polarizadores e causadores de contenda são aqueles que, no passado, sutilmente infiltraram essas novas versões. E o nosso povo foi se acostumando gradativamente. Há pessoas sinceras que no passado repudiaram essas versões, mas com o passar do tempo foram aceitando. Amados, é hora de reestudarmos este assunto. Não podemos ficar inertes diante de tamanho vilipêndio contra a Santa Palavra de Deus.
O que estamos defendendo não são as traduções, mas sim os textos gregos que foram usados para essas versões. Pelas evidências já apresentadas, e por muitas outras, cremos que Deus preservou sua Palavra através do Textus Receptus.

NOTA: TENHA AMOR À VERDADE PARA SE SALVAR: PROCURE ENCONTRAR, PELA INTERNET OU POR QUALQUER OUTRO MEIO, A PRIMEIRA VERSÃO DA BÍBLIA DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA PUBLICADA NO BRASIL, QUE, AO COMPARARMOS COM AS VERSÕES MODERNAS MANTÉM O SENTIDO ORIGINAL DOS MANUSCRITOS SAGRADOS. COMO AS SOCIEDADES SECRETAS AINDA NÃO HAVIAM ASSUMIDO ESTE CONTROLE TOTAL QUE HOJE EXISTE SOBRE A EDIÇÃO E PUBLICAÇÃO DAS BÍBLIAS EVANGÉLICAS, ESTA VERSÃO NUNCA FOI REVISTA OU REVISADA, E, POR ISSO, NÃO CHEGOU A SER DETURPADA.
O MESMO SE APLICA ÀS TRADUÇÕES JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA QUE FORAM PUBLICADAS ANTES DE 1957, QUE, TAMBÉM NÃO FORAM “REVISTAS”, “REVISADAS”, OU “CORRIGIDAS”, E, POR ISSO, NOS FORNECEM AS VERDADEIRAS PALAVRAS DE DEUS DOS TEXTOS ORIGINAIS.


********* NOTAS DE RODAPÉ *********
1) O rodapé da NVI, em vã tentativa de conquistar/aplacar aqueles que nada sabem da (sã) crítica textual, diz que somente alguns poucos ou pouquíssimos manuscritos acrescentam/adulteram as palavras para as do Texto Recebido. O bom senso e o Espírito em nós retrucam que aquele inimigo que está por trás de tudo (mesmo se e quando usou instrumentos sinceros mas inconscientes) não tem interesse em mudar a Palavra na direção de reforço a Deus fé e verdade, mas sim na direção contrária. Portanto, nos é óbvio que foi do texto original (que viria a ser impresso com o nome Texto Recebido) que a Palavra de Deus foi sacada e adulterada em Alexandria, para se transformar no TC.
2) Só dissemos que a negação/enfraquecimento desta importante doutrina ocorre aqui, não que ocorre em toda a NVI/ NIV/ TC.

Para obter este folheto e outros materiais, entre em contato com o Pr. Emídio Viana, Cx. Postal 1223, CEP 59075-970, Natal/RN, telefone (084) 218 - 3030, emidio.viana@digi.com.br.
Se quiser razões técnicas indague ao Pr. Alberto Johnson (Cx. Postal 1, Barbalha/CE, CEP 63180-000). Em breve (pela graça de Deus), será lançado em nosso país o livro, "Qual o Texto Original do Novo Testamento?", de Wilburg Pickering, 350 págs., livro que trata o assunto de maneira exaustiva e profunda.
Tire cópias deste folheto e distribua-os a todos os crentes em Cristo Jesus que o irmão conhecer.

A PALAVRA DE DEUS PERMANECE PARA SEMPRE.

3 de jun. de 2010

JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA, O FIEL TRADUTOR DA PALAVRA DE DEUS

As versões da Bíblia mais adotadas pela comunidade protestante no Brasil são as baseadas na tradução de João Ferreira de Almeida. Digo “baseadas” porque a primeira tradução feita pelo próprio Almeida se deu por volta de 1644 e desde então novas edições com alterações sutis e suspeitas foram impostas e publicadas. Por exemplo, dois anos após sua morte, em 1693, o Novo Testamento de Almeida foi revisto e lançado em 2ª edição com algumas modificações. É tida como fiel aos manuscritos sagrados a primeira versão da Bíblia de Almeida publicada no Brasil, esta versão nunca chegou a ser revista ou revisada. O mesmo em relação às traduções de Almeida publicadas aqui antes de 1957, que também não foram revistas, revisadas ou corrigidas, permanecendo fiéis às verdadeiras palavras de Deus contidas nos textos originais. O interessante é que sempre me aconselharam a ter a Bíblia de Almeida, pois era a mais fiel, mas eu nunca imaginava que uma tradução tão tradicional e respeitada entre os cristãos protestantes também sofresse ataques predatórios encobertos por supostas revisões e correções. Como se pudessem simplesmente “amaciar” ou “moldar” as palavras de Deus para uma melhor adaptação aos tempos modernos. E outra coisa que sempre me intrigou é que todos falavam do tal “Almeida” e ninguém sabia me dizer nada a respeito dele. Eu por exemplo, achava que ele era brasileiro...“santa ignorância!”. Após algumas pesquisas, consegui coletar algumas informações que resumem um pouco da vida e obra de João Ferreira de Almeida e das controvérsias em torno de sua tradução e o que aconteceu com as mesmas após sua morte.

João Ferreira de Almeida era filho de pais católicos e nasceu em Torre de Tavares (Mangualde), Portugal, em 1628. Ao ficar órfão ainda criança, foi morar com um tio, membro de uma ordem religiosa católica, em Lisboa. Não se tem registros sobre sua infância e adolescência em Lisboa, mas é certo que teve ótima formação visando o sacerdócio. Supostamente Almeida teria deixado Portugal ainda adolescente escandalizado com a campanha de terror imposta pela igreja através da Inquisição. Almeida foi para a Holanda e, aos 14 anos, embarca para a Ásia, passando pela Batávia (hoje Jacarta), na ilha de Java, Indonésia. A Batávia, era na época, o centro administrativo da Companhia Holandesa das Índias Orientais, no sudeste da Ásia. Em 1642, ao Velejar entre a Batávia e Malaca, na Malásia, Almeida leu um folheto escrito em espanhol de cunho protestante, intitulado “Diferencias de la Cristandad” (Diferenças da Cristandade). O panfleto questionava algumas doutrinas e conceitos católicos, incluindo a utilização de línguas incompreensíveis dirigidas ao povo comum, como o latim, durante as missas. O manifesto provocou grande impacto ao jovem de 14 anos, que de imediato converteu-se à Igreja Reformada Holandesa ao chegar em Malaca. Em 1644, aos 16 anos, Almeida começou a se dedicar à tradução de trechos dos Evangelhos do castelhano para o português. A seguir, em 1646, Almeida encarou o projeto ambicioso de traduzir o Novo Testamento para o português usando como base parte dos Evangelhos e das Cartas do Novo Testamento em espanhol da tradução de Reyna Valera, de l569. Almeida também buscou auxílio para sua tradução nas versões latina (de Beza), francesa (Genebra, 1588) e Italiana (Diodati, 1641), todas estas traduzidas de textos hebraicos e gregos. Seu trabalho foi realizado em menos de um ano. Almeida, de imediato, enviou uma cópia do texto ao governador geral holandês, em Batávia. Acredita-se que em seguida a cópia teria sido remetida para Amsterdan, Holanda, para publicação, mas o responsável pela tarefa faleceu e o texto desapareceu. Almeida ficou sabendo do sumiço do original em 1651, ao lhe ser solicitada uma cópia para a Igreja Reformada na ilha de Ceilão (hoje Sri Lanka). Sem se deixar abater, Almeida parte para uma nova tradução, baseando-se em cópias ou rascunhos anteriores do seu trabalho. A nova tradução foi concluída em 1652, uma versão revista dos Evangelhos e do livro de Atos dos Apóstolos. Em 1654, Almeida completou todo o Novo Testamento, mas como da primeira vez, nenhum esforço foi feito para imprimir a tradução, sendo feitas apenas algumas poucas cópias manuscritas. Almeida começa ministrar na Igreja Reformada Holandesa inicialmente como “visitador de doentes” e a seguir como “pastor suplente”. Em 1656 foi aprovado nos exames teológicos sendo ordenado para o ministério pastoral e missionário. Serviu inicialmente em Ceilão e depois na Índia, onde foi um dos primeiros missionários protestantes a visitar aquele país. Tudo indica que foi na sua estada no Ceilão que Almeida conheceu e casou-se com sua esposa que se chamava Lucrécia Valcoa de Lemmes. Já que era um missionário convertido ao protestantismo e afirmava sua desaprovação em relação às doutrinas católicas e não omitia denúncias de corrupção moral entre o clero, Almeida passou a ser visto como apóstata e traidor por muitos das comunidades portuguesas. Durante o pastorado em Galle (sul do Ceilão), Almeida assumiu sua posição anti-católica contra o que chamava de “superstições papistas”, o que levou o governo local apresentar uma queixa a seu respeito ao governo de Batávia em 1657. Entre 1658 e 1661, quando foi pastor em Colombo, o governo tentou impedi-lo de pregar em português, sem sucesso, em represália às suas idéias contra a Igreja Católica. Em Tuticorin (sul da Índia) onde pastorou por um ano aproximadamente, Almeida teve seu retrato queimado numa fogueira na praça pública de Goa, Índia, a mando da Inquisição, o que levou muitos nativos recusarem-se a ser batizados ou casados por Almeida. As manifestações contra Almeida orquestradas pelos católicos levou Almeida ao tribunal da Inquisição em Goa em 1661. Ele foi condenado e sentenciado à pena de morte por heresia, mas o governador geral da Holanda transferiu-o de volta a Batávia, livrando-o da morte certa. Em 1676, Almeida apresentou o seu trabalho de tradução do Novo Testamento para revisão ao consistório (assembléia de cardeais) da Igreja reformada em Batávia. Almeida e os revisores não se entendiam, principalmente sobre o estilo do português usado na tradução. As divergências de opiniões fez com que o trabalho se atrasasse, sendo que o Evangelho de Lucas ainda estava inacabado quatro anos após o início da revisão. Sem o conhecimento dos revisores, Almeida enviou uma cópia para Holanda visando sua publicação. A versão do Novo Testamento em português finalmente foi publicada em Amsterdan em 1681, apesar da desaprovação do consistório em Java. Várias cópias chegaram a Ásia no ano seguinte, mas ainda assim os revisores conseguiram impor suas alterações no trabalho de Almeida. O governo apoiou Almeida e mandou destruir toda a primeira impressão alterada. Almeida ainda conseguiu salvar algumas cópias corrigindo os erros principais à mão até a realização de nova impressão. Os revisores de Batávia tornaram-se reunir para concluir a verificação do Novo Testamento e partir também para o Velho Testamento, à medida que Almeida o fosse traduzindo. Almeida finalmente deixa o trabalho missionário em 1681 devido à sua saúde bastante fragilizada e passa a se dedicar exclusivamente ao trabalho de tradução. Mas veio a falecer no mês de outubro de 1691 enquanto traduzia o capítulo 48.21 de Ezequiel. Ao amigo e pastor holandês Jacobus op den Akker, coube completar sua tradução em 1694. Depois de várias alterações, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753. A segunda edição do Novo Testamento em português, foi revista pouco antes de sua morte, sendo publicada ainda em 1693. Historiadores afirmam que, novamente, esta segunda edição foi desfigurada pelos revisores. Uma sociedade inglesa, a Society for Promoting Christian Knowledge, de Londres teria financiado a terceira edição do Novo Testamento de Almeida, em 1711. No século XIX, a British and Foreign Bible Society e a American Bible Society distribuíram milhares de exemplares da versão de Almeida em Portugal e nas principais cidades do Brasil, o que tornou a tradução de João Ferreira de Almeida um dos textos mais populares das Escrituras em língua portuguesa.

No Brasil temos disponíveis estas versões de Almeida:

- Almeida Corrigida e Fiel (pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil - SBTB-1999, que é a mais recomendada por estudiosos e cujo Texto base é o Textus Receptus (grego), e Massorético (hebraico)
- Almeida Revista e Corrigida (pela Sociedade Bíblica do Brasil – SBB-1995)
- Almeida Revista e Atualizada (pela Sociedade Bíblica do Brasil – SBB- 1956,1993)

Por Eumário J. Teixeira.

5 de mai. de 2010

A LENDA DO FANTASMA


Sempre gostei de histórias-em-quadrinhos, cresci colecionando ”revistinhas” e se não tivessem me roubado a minha primeira coleção, que eu já dispunha lá pelos meus onze ou doze anos de idade, e se eu mesmo não desfizesse de outra, na altura de meus trinta e poucos anos, eu teria hoje um acervo invejável de revistas raríssimas e valiosas das saudosas editoras EBAL, RGE, Abril, Vecchi e outras. Mas graças a Deus tenho muitas imagens arquivadas em minha memória e a Internet me ajuda a resgatar muito do meu passado de colecionador. Na minha época, os garotos levavam a sério colecionar revistas em quadrinhos, e tínhamos como dia oficial, o domingo, para nos encontrarmos na frente do saudoso Cine Palácio, aqui na minha cidade de Teófilo Otoni (por volta de 1972 a 1974), onde se realizava uma espécie de feira livre onde trocávamos, comprávamos e vendíamos as revistinhas de acordo com nosso interesse. Bons tempos aqueles, as coisas eram mais simples e não tão maldosas para uma pré-adolescente de 11 para 15 anos. Voltávamos para casa após as negociações, ansiosos para desfrutar das novas revistas. Mais tarde voltávamos para o cinema para assistir a sessão das 16 horas. Dos muitos personagens dos quadrinhos de quem eu era fã, o Fantasma (The Phantom) era um dos meus preferidos. Aprendi a desenhar de tanto tentar reproduzir os quadrinhos desse herói como de tantos outros. Mas o Fantasma era fascinante pela sua origem dramática, o mistério que cercava seus domínios e o temor que causava aos bandidos só de saberem que ele estava por perto. Segundo consta, o Fantasma foi o primeiro herói uniformizado dos quadrinhos, ele não tinha super-poderes, mas só a mística e a lenda que o cercava, seu modo de agir furtivamente, faziam os malfeitores criarem expectativas temerosas ao seu respeito. Ele pode ter inspirado a Bob Kane criar o personagem Batman (O Homem Morcego) que tem a mesma aura de terror e mistério originariamente, pois enquanto Batman explorava sua figura assustadora para amedrontar os facínoras no ambiente urbano de Gotham City, o Fantasma usava a mesma estratégia na selva de Bengala, que se situaria num ponto indeterminado da costa da India. O Fantasma foi criado pelo norte-americano Lee Falk em 1936, foi o pontapé inicial para a revolução cultural dos quadrinhos em todo o mundo. Em seguida, falarei um pouco do Fantasma, seu criador e seus principais ilustradores. 

Lee Falk e sua criação versão Hollywood
O Criador – Lee Falk, nasceu no dia 28 de abril de 1912, em Saint Louis, Missouri, EUA. Foi batizado Leon Harrison Gross. Desde cedo revelou seu talento inato para criar suas próprias histórias inspirando-se, na maioria das vezes, em personagens das mitologias gregas e romanas. Falk foi um dedicado estudante até concluir a faculdade, em seguida profissionalizou-se como escritor e produtor de teatro, escrevendo várias peças importantes que vieram a ser interpretadas por artistas renomados como Marlon Brando, Charlton Heston e Paul Newman. Foi em 1934 que Lee Falk ofereceu à King Features Syndicate em Nova York, textos sobre o personagem Mandrake, o mágico (outro herói de HQ bem sucedido) e, dois anos depois, com o sucesso de Mandrake, apresentou à editora o Fantasma, o espírito que anda. Inicialmente as aventuras de Mandrake e Fantasma foram lançadas em pequenos livros de bolso (little big Book) e a seguir vieram as tiras desenhadas dos heróis que eram publicadas diariamente nos jornais, agradando em cheio aos leitores ávidos por aventuras em todo o mundo. Mesmo servindo na Segunda Grande Guerra como Agente do Serviço de Inteligência, Falk não parou de produzir, pelo contrário, a época conflituosa aflorou sua imaginação. Com o fim da guerra, ele volta a produzir e escrever roteiros de peças de teatro, chegando a administrar teatros em Massachusetts, EUA e nas Bahamas. Lee Falk viveu para ver seu personagem O Fantasma, ser reproduzido para um seriado de cinema em 1943 e mais recentemente numa boa produção para a telona, em 1996. Casado com Elizabeth Moxley Falk, Lee morava em New York num apartamento com decoração exótica com vista para o Central Park, onde faleceu em 13 de março de 1999, em decorrência de uma insuficiência cardíaca aos 87 anos incompletos. 

O criador e seus principais colaboradores
Primeiro desenhista – Ray Moore foi o primeiro a desenhar as primeiras tiras do Fantasma. E como o personagem, Moore foi tão misterioso quanto, pois pouco se sabe sobre ele. Raymond S. Moore nasceu em 1905 na cidade de Montgomery City, Oklahoma. Começou a se projetar como desenhista quando colaborou com Lee Falk na criação do personagem Mandrake em 1934, atuando como assistente do artista Phil Davis (1906-1964). Não foi por acaso que ele seria o mais indicado para desenhar então o próximo herói, o Fantasma, em 1936. Moore era filho de um joalheiro e inicialmente começou a ganhar a vida como engenheiro, mas posteriormente passou a desenhar profissionalmente como ilustrador. Como Lee Falk escrevia as histórias para o Fantasma e não tinha tempo para ilustrá-las, recorreu a Moore que já o tinha auxiliado com Mandrake. Nos anos 40, Moore, serviu na Segunda Grande Guerra Mundial tal como Falk, só que não teve a mesma sorte. Ele sofreu um acidente como piloto da Força Aérea Norte-americana em 1942 que o deixaria com sequelas impossibilitando-o de continuar seu trabalho regular de desenhista. Assim o Fantasma passou a ser desenhado pelo seu assistente Wilson McCoy a partir do mesmo ano. Consta que na verdade ele abandonou definitivamente os desenhos em 1948, há outras versões para o acidente, teria sido um acidente de carro ou até mesmo excesso de bebidas; de qualquer forma, apesar de Wilson McCoy assumir o trabalho em 1942, Moore reaparecia esporadicamente até que, por questões de saúde, abandonou de vez o Fantasma. Ray Moore tinha um estilo caprichoso nos desenhos e, inicialmente, seus traços sombrios atribuíam ao personagem ágil e de corpo esguio, um ar envolvente de mistério. Posteriormente Moore deixa aos poucos seu estilo sombreado tendendo-se para um estilo mais realista e detalhista, fazendo escola com seus traços bem acabados. Lee Falk o considerou o melhor desenhista do Fantasma, principalmente devido às ilustrações das belas mulheres que apareciam constantemente nas aventuras do herói. Moore é considerado pelos fãs tão misterioso quanto o personagem que ilustrou, só foram registradas apenas duas fotos dele e ambas de perfil; e quando raramente se deixou entrevistar, pouco falou sobre sua vida particular. Moore faleceu em 13 de janeiro de 1984 de causas naturais (derrame cerebral), no subúrbio de Kirkwood em Saint Louis, Missouri. Ele deixou sua esposa, Claire, que faleceu em 2005; sua irmã mais velha, Mary Odelia Moore (já falecida); seu irmão mais novo, David Yerly Moore; seu sobrinho, John Alt Moore; e suas ilustres sobrinhas Maria Moore e Gina Moore Reiners. Treze acres de mata, que Claire e Ray compraram em Des Peres, Missouri, foram doados para o Departamento de Conservação do estado, por isso em homenagem a Moore, a mata foi denominada “Floresta do Fantasma” (Phantom Forest).

Segundo desenhista – Wilson McCoy, ou melhor, Robert Wilson McCoy, nascido em Troy, Missouri, no dia 06 de abril de 1902, cartunista, ilustrador e pintor, ficou conhecido como o segundo desenhista do Fantasma. Tinha um estilo diferenciado de desenhar, pois ao contrário de Moore, atentava muito para detalhes em suas ilustrações, não explorava o sombreamento e sempre se baseava em fotografias de locais específicos para ilustrar suas histórias, usando também familiares e amigos como modelos para desenhar seus personagens em situações diversas exigidas pelo enredo em que trabalhava. Muitos dos personagens coadjuvantes do Fantasma de McCoy geralmente eram bizarros, feios e mal-encarados. O Fantasma de McCoy era de corpo mais robusto e não tão longelíneo como o de Ray Moore. Como o autor Lee Falk, McCoy tinha espírito aventureiro e viajava pelo mundo, principalmente por lugares selvagens, para alimentar sua criatividade. Chegou a conhecer uma tribo dos pigmeus Ituri, na África, para usá-los como referência em suas ilustrações dos pigmeus Bandar, a tribo que acolheu o primeiro Fantasma. Wilson McCoy estudou na School Of The Art Institute de Chicago, na American Academy e na University’s School Of Fine Arts de Washington, onde mais tarde serviu trabalhando como um artista comercial, ele fez ilustrações para as capas da Liberty Magazine, calendários, gravuras, pin-ups e anúncios para as maiores companhias. Enquanto seu amigo Ray Moore servia na Segunda Grande Guerra, McCoy assumiu a responsabilidade de ilustrar as novas tiras do Fantasma para a King Features Syndicated. Sua esposa, Dorothy, declarou que McCoy continuou desenhando as tiras até pouco antes de sua morte, causada por um ataque cardíaco, em 20 de julho de 1961. Ele deixou sua esposa Dorothy e duas crianças, Robert e Carol. Suas histórias de O Fantasma foram publicadas na Europa e América por diversas editoras em várias edições com muito sucesso. O Fantasma após o falecimento de McCoy passou a ser desenhado por Bill Lignante por breve um período, até surgir Sy Barry que assumiu de vez o trabalho no restante da década de 1960 e prosseguir nas três décadas seguintes.

Terceiro desenhista – Bill Lignante, nascido em 20 de março de 1925, no Brooklyn, em New York, coube a honrosa tarefa de continuar as ilustrações das aventuras do Fantasma fora da King Features Syndicate. Os desenhos de Bill Lignante na sua versão para o fantasma, tendiam para o padrão dos super-heróis dos anos de 1960, com traços fortes e bem definidos. O Fantasma de Lignante ficou conhecido graças ao seu trabalho na Charlton Comics e principalmente na Gold Key Comics, que geralmente caprichavam nas ilustrações das capas de suas edições, trabalhadas pelo sensacional George Wilson, onde o herói geralmente se encontrava em situações de ação e extremamente perigosas. Além dos quadrinhos, Lignante fez animação para Hanna-Barbera e foi cartunista em salas de corte para ABC Network News durante 26 anos, ilustrando no total mais de 55 julgamentos. Dentre os mais famosos julgamentos ele ilustrou estão o de Charlie Manson e Patty Hearst.

Quarto Desenhista – Finalmente chegamos a Sy Barry, de traços bonitos, limpos e dinâmicos, que assumiu de vez o posto de desenhista oficial do Fantasma pela King Features Syndicate. Nas tiras passou a se observar, desde então, a assinatura “Falk & Barry”. Seymour “Sy” Barry nasceu, pelo que se sabe, no ano de 1928. Desenhista e pintor, Barry ilustrou o Fantasma por mais de 30 anos, substituindo a Wilson McCoy a partir de 1961 na King Features Syndicate. No colégio Barry foi incentivado por um professor a tentar uma vaga na renomada School Of Industrial Art de New York. Barry foi um dos 100 alunos aprovados em 1943. Formado, Sy Barry começou a auxiliar seu irmão Dan Barry, desenhista já reconhecido, nas tiras do herói das aventuras espaciais, Flash Gordon. Sy, nesta ocasião, pintava os desenhos para Dan Barry. Após esta fase, Sy passaria para o lápis de vez em quando, onde auxiliou de forma intensa ao seu irmão em alguns trabalhos, sem ser creditado por isso. Após ter trabalhado tanto em Tarzan como em Flash Gordon, ele começa finalmente a ilustrar as aventuras de o Fantasma, uma jornada de 33 anos, de 1961 a 1994. Barry deu ao Fantasma um físico de “mister universo” e um visual moderno, que nunca mudou, enquanto durou seu trabalho nas tiras e nas revistas. Lee Falk apreciou tanto o estilo de Barry, que acabou por fazer algumas atualizações no mundo de seu personagem mais famoso, dando à Bengala (local da maioria das aventuras), um presidente negro e, à Patrulha da Selva, um Coronel também negro. Sy Barry freqüentemente utilizava desenhistas auxiliares para o trabalho, ficando mais com a arte final e pintura, embora fizesse todo o trabalho quando lhe sobrava tempo. Alguns de seus ajudantes conhecidos eram, George Olesen (o mais freqüente), Joe Giella, Neal Adams, Bob Forgione, André LeBlanc e Graham Nolan. Eles faziam os esboços sobre a orientação de Barry, que escolhia os ângulos, cenários e toda composição gráfica, e que finalmente fazia a arte final, ou seja, passava o nanquim sobre o lápis. No auge de sua popularidade, as histórias retratadas nas tiras de jornais e revistas por Lee Falk e Sy Barry chegaram a ser lidas diariamente por mais de 100 milhões pessoas pelo mundo. Atualmente na Europa, o trabalho de Falk e Barry continuam a ser publicadas aleatoriamente em edições especiais ou comemorativas. Cansado da rotina que tinha que encarar diariamente e que se tornara repetitiva e enfadonha, o que acabou refletindo nas aventuras do herói, Sy Barry retira-se das tiras em 1994, dedicando-se aos seus próprios trabalhos com desenhos mais elaborados e a pintura de paisagens. Eventualmente ele volta a desenhar o Fantasma e muitas de suas ilustrações foram usadas para capas em edições do personagem por todo o mundo. Sy Barry tem uma residência fixa em Long Island, onde vive com sua esposa Simmy e os três filhos do casal. Barry regularmente comparece pelo mundo em convenções de quadrinhos por todo o mundo.
Tom Tyler, Roger Creed & Billy Zane
O personagem nas telas - O Fantasma (The Phantom) teve sua versão para a telona, aliás, duas versões oficiais até agora. A primeira foi lançada em 1943, num seriado típico da época para o cinema. O ator que fazia o papel do Fantasma era Tom Tyler, que também encarnou Capitão Marvel num seriado para a Republic e Buffalo Bill para a Universal. O seriado O Fantasma (The Phantom) foi produzido pela Columbia em 15 episódios. Diana Palmer, a noiva do Fantasma, foi representada pela atriz Jeanne Bates, e o seu fiel lobo, Capeto, foi incorporado por um pastor alemão chamado Ace (the wonder dog – o cão maravilha). A série, que depois chegou a ser exibida na TV, foi dirigida por B. Reeves Eason. Consta que em 1961, chegou a ser filmado um piloto para a televisão, com Roger Creed como Fantasma, mas foi vetado e não exibido. Somente em 1996 foi feito um longa para o herói mascarado das selvas, desta vez estrelado por Billy Zane. Diana Palmer foi representada pela atriz Kristy Swanson. Nesta versão, além de Capeto, se destacava também Herói, o magnífico corcel branco do Fantasma. O filme foi dirigido por Simon Wincer, o roteiro (enxuto) foi escrito por Jeffrey Boam, que conseguiu resgatar alguns bons momentos dos quadrinhos. A aventura foi ambientada na década de 1930 e bem que merecia uma continuação; sendo realizado pela Paramount Pictures, foi filmado na Austrália, Tailândia e Estados Unidos, em comemoração aos 60 anos do personagem criado por Lee Falk.

A origem do Fantasama desenhada por Ray Moore
A origem – O primeiro Fantasma surgiu há mais de 400 anos, quando um navio mercante foi atacado por piratas de Singh e naufragou tomado pelas chamas (aproximadamente no ano de 1535) próximo à costa de Bengala. O pai do primeiro Fantasma, de origem britânica, era o capitão da embarcação, seu nome seria Christopher Standish e viajava com seu único filho, supostamente de mesmo nome. Amparado na praia pelos temíveis pigmeus da tribo Bandar, o jovem Standish, o único sobrevivente do impiedoso ataque, jurou com o crânio do assassino de seu pai nas mãos, que seus filhos e os filhos de seus filhos dedicariam sua vida ao combate à pirataria, à tirania e a todo tipo de injustiça que estivesse ao seu alcance. O refúgio dos pigmeus Bandar se localizava nas entranhas da selva de Bengala, na temível Floresta Negra, e na aldeia havia uma enorme caverna em forma de caveira. Os Bandar sempre esperaram pelo “salvador” de sua tribo explorada e escravizada, que viria do mar. Christopher Standish teve a idéia de explorar tal superstição dos pigmeus e espalhar a lenda entre outras tribos, assumindo o papel de um “deus protetor da selva, nativos e animais”, reforçando sua imagem sobrenatural com uma máscara negra, uniforme e capuz roxos*. E assim foi por várias gerações até hoje. Sempre que o Fantasma chegava a uma idade de se aposentar no combate ao crime e a pirataria, ele convocava seu filho mais velho para tomar seu lugar. Geralmente o filho primogênito já estaria se preparando no ocidente, se graduando nos estudos e em treinamentos físicos, técnicos e específicos, para quando fosse convocado pelo pai, estivesse apto. Muitas vezes o Fantasma foi seriamente ferido ou morto em combate, então seu corpo era resgatado furtivamente pelos pigmeus Bandar e o filho dele era convocado para assumir seu lugar e dar prosseguimento à missão não concluída pelo pai. Daí a lenda aumentava sobre a imortalidade do “homem-que-não-podia-morrer” ou do “espírito-que-anda”. Em rara ocasião, a filha de um dos Fantasmas, tomou a frente sem se revelar como mulher, até que seu irmão estivesse em condições de assumir. O Fantasma atual é da 21ª geração de uma linhagem de mais de 400 anos. Só o chefe atual dos pigmeus Bandar, Guran e alguns parentes deste, sabe da mortalidade de seu mestre, na verdade um ser humano comum. Como já foi citado, o nome verdadeiro do Fantasma, como dos seus antepassados, é Christopher Standish, o sobrenome Standish foi substituído posteriormente para Walker, e para os poucos que lhe são íntimos, ele é chamado Kit Walker. A lenda da imortalidade do Fantasma se espalhou graças a superstição dos próprios pigmeus Bandar, e de outras tribos como as dos Lombo e Wambesi, que a reforçaram. Outro fator importante é a marca do Fantasma, que é na verdade um anel usado pelo herói na mão direita, o temido “Anel da Caveira”, que é utillizado como uma espécie de “carimbo” ao desferir potentes diretos nos queixos dos malfeitores. O bandido que ganha essa “marca amaldiçoada”, que jamais poderá ser retirada, por onde andar, fará com que a lenda do Fantasma só perdure. Já na mão esquerda, ele tem outro anel com a marca de dois ossos cruzados em forma de “x”, a “marca do bem”; quem a tiver, geralmente na mão ou braço, estará sob a proteção do Fantasma, e ai de quem molestar tal pessoa, seja em qualquer parte do mundo. O Fantasma atual carrega no seu cinturão duas pistolas automáticas calibre 45, que geralmente usa com muita precisão. Ele tem como aliados, além dos pigmeus Bandar, um lobo treinado de nome Capeto, um cavalo branco de nome herói e um falcão de nome Fraka. O Fantasma é na verdade também o comandante invisível da Patrulha da Selva, um posto de soldados treinados que lhe dá suporte em várias de suas aventuras. O Fantasma tem uma noiva chamada Diana, que ocasionalmente trabalha para a ONU; e em versões mais recentes, ocorreu o esperado casamento do exótico casal na Floresta Negra. Não demorou muito e aconteceu em seguida, o nascimento do filho do 21º Fantasma, de nome Christopher “Kit” Walker Jr. Quando o Fantasma tem que ir às cidades, ele se apresenta como Sr. Walker (o que anda) e geralmente usa chapéu, óculos escuros e um longo casaco que encobre seu uniforme tradicional. Outras peculiaridades do mundo fascinante do Fantasma bastante conhecidas: a Ilha do Éden, uma espécie de paraíso particular de natureza exuberante onde ele desfruta em paz, a harmonia entre diversos animais selvagens, como tigres, leões, elefantes e girafas, sem contar com os lagos, cachoeiras e as raríssimas flores e plantas exóticas. Outra curiosidade é que no interior da caverna da caveira, o Fantasma costuma receber seus convidados assentado no famoso “Trono da Caveira”, ainda na caverna ele mantém em uma sala bem reservada, um tesouro incalculável de peças e moedas de ouro e prata, jóias diversas e outros objetos valiosos de arte centenários e milenares, como também armas de todas as eras usadas ou confiscadas pelos seus antepassados. Em outro ambiente, ele conserva num mausoléu as tumbas de todos os Fantasmas desde a primeira geração, onde em cada tampa está registrado data de nascimento e morte de seu antepassado. Num compartimento em separado há uma espécie de biblioteca na qual preserva livros com relatos de todas as aventuras vividas pelos seus antepassados, as chamadas "crônicas do Fantasma". O Fantasma também tem sob seu domínio, um platô, também conhecido como “mesa de Walker”, num deserto em algum país do ocidente, que às vezes lhe serve como base de apoio. O personagem realmente é riquíssimo, e à medida que foi se popularizando foram lhe acrescentando facetas que contribuíram ainda mais para sua aceitação pelos fãs dos quadrinhos no mundo inteiro. É claro que ele acabou perdendo a aura sombria e misteriosa que aterrorizava os bandidos do início, para se adequar à onda dos super-heróis que veio em seguida, e apesar de nunca ter lhe sido atribuído nenhum super-poder, ele compensava esta “deficiência” com muitos de seus recursos naturais e exóticos, tais como os diversos citados anteriormente. Se o Fantasma de Ray Moore era fechado e sério, mas com um sorriso discreto e sarcástico, a versão de Fantasma de Sy Barry já mostrava um herói mais sociável, bem humorado e sorridente, mas nem por isso menos implacável com os facínoras.

* A cor do uniforme do Fantasma varia conforme a edição de cada país, alguns preferem a vermelha, marrom, outros azul escuro. Originariamente era para ser cinza escura, mas devido a um acidente na impressão nas primeiras tiras, ficou tradicionalmente com a cor roxa, que Lee Falk justificou posteriormente como a cor de um deus esperado e adorado pelos nativos Bandar. 
Por Eumário J. Teixeira.

ALBERT COLLINS - O Mestre da Telecaster


Com a banda já no palco mandando um som cheio de swing, o mestre de cerimônia bradava: “Ladies e Gentleman, get ready for The Man...The Master of the Telecaster...The Houston Twister...The Razor Blade...The Iceman himself...ALBERT COLLINS !!!”. Então ‘o homem mais feio do mundo’ surgia e mandava ver, logo o ambiente estava pegando fogo com os riffs de sua telecaster dourada!
Albert Collins nasceu em 3 de outubro de 1932 na cidade de Leona, Texas. Ainda criança mudou-se para a cidade de Houston onde começou a aprender piano influenciado pelo som dos teclados de Jimmy Smith e Jimmy McGriff. Porém, aos 13 anos de idade, escutou no rádio o som de “Boogie Chillen” de John Lee Hooker que o fez trocar o piano pela guitarra, sob orientação do primo Willow Young. No início dos anos de 1950 a técnica de outro primo guitarrista, o já famoso Lightnin´ Hopkins, exerceu uma forte influência sobre ele. Foi de Hopkins que Albert collins herdou a afinação em ré menor e as notas agudas sustentadas, que foram as principais características do som de sua Telecaster, definido como “cold blues”. Iniciando-se como músico profissional, Albert tocou nas bandas de Malcom Moore, Piney Brown e Clarence “Gatemouth” Brown. Em Houston, Albert alternou as atuações nos palcos com trabalhos sem ligação com a música, até que em 1958, aos 36 anos, teve a oportunidade de gravar o seu primeiro compacto para o Selo Kangaroo Records, com os temas “The Freeze” e “Collins Shufffle” que eram dois instrumentais com muita reverberação, eco, metal, e orgão, de estilo semelhante ao de Duane Eddy e Albert King. A venda de 20.000 cópias do disco permitiu-lhe ir para frente com a profissão. Em 1962, gravou seu segundo compacto com as faixas “De-frost” e “Albert’s Alley”, e com o terceiro “Frosty”(1962), atingiu um milhão de cópias. Nessa época (1962-63) lançou outros instrumentais, como “Icy Blue”, “Frosbite”, “Snow-Cone”, e “Dyin’ Flu”, o primeiro tema no qual Collins canta. Durante os anos seguintes fez parte das bandas de B. B. King, Freddie King, Jimmy McCracklin, Little Richard (na qual substituiu Jimi Hendrix que acabara de sair) e Big Walter Price. Em seguida Collins começou sua relação com a Imperial Records da Califórnia gravando três LPs: Love Can Be Found Everywhere (1969), Trash (1969), e The Complete Albert Collins (1970). Em 1971 grava para o Selo Tumbleweed, de Bill Szymczyck, no qual lançou There’s Gotta Be A Change, porém não teve continuidade devido à falência da gravadora. Durante um longo tempo, enquanto esperava que alguém se interessasse pelo seu som, continuou se apresentando em shows acompanhado pelo grupo do até então desconhecido (e fã) Robert Cray e gravando com vários artistas como Ike e Tina Turner. Finalmente, quando estava trabalhando numa loja de tintas, para reforçar o orçamento, consegue com a ajuda de um amigo, um contrato com o Selo Alligator do então jovem e incondicional amante do Blues, Bruce Iglauer, responsável pela contratação e recuperação de muitos bluesmen. Finalmente, em 1978, Albert, lança pela Alligator o excelente LP Ice Pickin’ (1978), indicado ao Grammy, acompanhado pelo novo grupo, The Icebreakers. Depois gravaria ao vivo Albert Collins & Barrelhouse (1978); Frosbite (1980); a seguir, Frozen Alive (1981) e finalmente sua consagração, Don’t loose Your Cool (1983), como qual obteve o prêmio W. C. Handy de melhor disco de Blues contemporâneo. A Fundação Memphis Blues, que em 1980 e 1981 o reconheceu como “O Melhor Artista de Blues”, o elegeu “Melhor Instrumentista de 1983”. Em 1984 saiu Live In Japan, em 1985 recebeu um Grammy por Showdown, gravado junto aos guitarristas Johnny Copeland e Robert Cray, ambos discípulos do “Mestre da Telecaster”. Em 1986, lançou Cold Snap, seu último trabalho na Alligator. Em 1991 gravou o LP Iceman pelo Selo Point Blank. Infelizmente após uma turnê européia realizada no verão de 1993, diagnosticaram-lhe um câncer de pulmão em fase muito avançada, com o qual foi descartada a possibilidade de uma cirurgia. Embora lhe dissessem que ainda tinha um ano de vida, Collins veio a falecer em 24 de novembro de 1993 aos 61 anos. No seu leito de morte, o último a vê-lo com vida foi B. B. King. Pouco tempo antes de falecer, numa apresentação no Brasil, Collins gabava-se a uma repórter que jamais usou drogas e que nunca precisou delas para se inspirar ou tocar, indo assim na contra-mão da maioria dos músicos de rock, blues e jazz.

The Ice Man & o rock - Albert começou a flertar com a comunidade rockeira desde 1968, quando durante uma das suas eventuais viagens a Houston, conheceu os integrantes do Canned Heat, que tinham um grande interesse por blues e que conseguiram que Albert Collins mudasse para a Califórnia onde ele se tornou conhecido nos circuito de bares e fosse contratado pelo Selo californiano Imperial. Em 1980 Collins se apresenta ao vivo com Johnny Winter no New Morning Festival de Genebra na Suiça. Em 1987 contratou Debbie Davis para seu grupo, uma guitarrista californiana nascida em 1957 e namorada de um dos seus músicos anteriores, Coco Montoya, que também foi guitarrista do John Mayall’s Bluesbrearkers. Debbie ficaria no grupo por três anos. Em 1990, participou do disco Still Got The Blues de Gary Moore e em 1993 participou do LP Wake Up Call de John Mayall.

De Albert Collins são essenciais os cds:
- Truckin’ With Albert Collins) - coletânea de compactos gravados nos anos 1962-63 (MCA)
- Ice Pickin’ (Alligator)
- Frosbite (Alligator)
- Frozen Alive (Alligator)
- Don’t Loose Your Cool (Alligator)
- Live in Japan (Alligator)
- Showdown – com Robert Cray e Johnny Copeland (Alligator)
- Cold Snap (Alligator)
- Albert Collins and The Icebreakers Live ´92 – ´93 (Pointblank). 

Aí está o link do you tube onde Albert Collins detona "Honey Hush":

Por Eumário J. Teixeira