7 de fev. de 2016

CARRÕES FAMOSOS DA TV E DO CINEMA – Parte II – Beleza Negra


Dando prosseguimento à postagem sobre os carrões que marcaram as séries de televisão e do cinema, venho desta vez relembrar um dos meus carros preferidos. Desta vez falarei do charmoso e misterioso Black Beauty ou Beleza Negra. 


O carro negro com seus faróis infra-esverdeados saía geralmente de um beco sombrio sob a cobertura da noite em busca dos malfeitores e era dirigido por Kato (Bruce Lee) que estava sob  o comando do Besouro Verde (Van Williams) que se assentava no banco traseiro de onde dava as coordenadas de busca e ataque.

Bruce Lee (Kato) no volante do Black Beauty e Van Williams (Besouro Verde) como navegador
O Besouro Verde era originariamente uma novela de rádio que foi adaptada para o cinema seriado em 1939. O “Beleza Negra”, da época, era na verdade um modelo Lincoln 1937. O ator Gordon Jones encarnava o Besouro Verde e Keye Luke representava Kato.

O Black Beauty do seriado de 1939, um Lincoln de 1937

O Besouro Verde sai do Black Beauty estacionado num beco sombrio...
O Black Beauty clássico de 1966, foi originado de um modelo Sedan Chrysler Imperial Crown de 1965.

Black Beauty antes e depois...

A transformação do Sedan Chryler Imperial Crown (1965) para o Beleza Negra

Dean Jeffries, o designer responsável pela criação do Black Beauty

Van Williams (Besouro Verde), Dean Jeffries (criador do Black Beauty) e Bruce Lee (Kato) em 1966
O carrão do Besouro Verde foi personalizado pelo car customizer, Dean Jeffries. Para obter aquela cor, utilizaram 30 camadas de metal flake de puro verde pérola negra. Foram adaptados, na verdade, dois modelos Crylsler Imperial Crown para atuarem como o Beleza Negra nas filmagens da série de TV de 1966.


O Beleza Negra, seu arsenal de armas e o detalhe do painel e acessórios internos.
O Black Beauty era na verdade, um arsenal sobre rodas. Disparava cargas explosivas atrás de painéis retráteis abaixo dos faróis; lançar gás através de um bico no centro da grade dianteira do carro; lançar um aparelho voador com vídeo e áudio para rastreamento instalado na tampa do bagajeiro; e foguetes e torpedos e gás poderiam ser lançados na mala traseira também e outros variados armamentos ou dispositivos de fuga ou camuflagem.


"Let's roll, Kato!" Dizia o Besouro Verde (Van Williams) ao partir para a caça aos malfeitores. Ver o detalhe
do dispositivo que fazia o Black Beauty surgir e  rodar pelas ruas escuras com seus faróis infra-verdes.

Besouro Verde, Kato e o Black Beauty, versão clássica de 1966

O Black Beauty clássico de três ângulos diferentes
A série Besouro Verde estreou nos Estados Unidos em 09 de setembro de 1966 com enorme sucesso, graças principalmente ao personagem Kato interpretado por Bruce Lee e o Black Beauty. Mas a série de qualidade que tinha uma proposta séria, competia com Batman e Robin, um seriado feito em tom de comédia que fez enorme sucesso fazendo com que O Besouro Verde tivesse apenas uma temporada por falta de retorno do público.

Clássico encontro ou duelo, entre o Black Beauty e o Batmobile

O belíssimo Beleza Negra
O seriado chegou ao Brasil por volta de 1970 e permaneceu no ar no início da década, voltou em meados da década de 1980 por poucos anos e atualmente ainda é exibida em alguns canais pagos.

As três versões do Black Beauty, Besouro Verde e Kato. A de 1939, com Gordon James e Keye Luke; a clássica e a melhor de todas de 1966, com Van Williams e Bruce lee; e a de 2011, que decepcionou, com Seth Rogen e Jay Chou.
Foi feita uma versão de o Besouro Verde para o cinema em 2011; para o Black Beauty acrescentaram duas metralhadoras acima do capô, que na minha opinião, foi um exagero que prejudicou o design moderno do Beleza Negra. E tentaram fazer como na série de Batman & Robin de 1966, dar um tom mais cômico para os personagens interpretados por Seth Rogen (Besouro Verde) e Jay Chou (Kato), o que não me agradou, pois não tinham o mesmo charme e mistério dos personagens da versão para TV interpretados por Van Williams e Bruce Lee.



Beleza Negra, o carrão negro do Besouro...
Para mim, o Black Beauty ou Beleza Negra, de  1966, permanece com um dos carros mais enigmáticos e interessantes já vistos e subestimados das telas da TV ou cinema.
Na próxima postagem destacarei o Interceptor, guiado por Mel Gibson, no clássico Mad Max, de 1979.

Por Eumário J. Teixeira

20 de jan. de 2016

CARRÕES FAMOSOS DA TV E DO CINEMA – Parte I - Batmóvel


Para começar o ano de 2016 com otimismo, resolvi postar sobre um assunto que sempre me fascinou desde criança. Estou me referindo aos carrões do cinema e séries de TV que tanto me impressionaram e ainda guardo em minha lembrança. Tais carros, em sua maioria, não eram convencionais, geralmente eram adaptados para a série ou filme para servir algum personagem ou herói, e na maioria dos casos, heróis mascarados. Dentre esses heróis ou quase super-heróis, podemos destacar Batman & Robin; O Besouro Verde & Kato; James Bond; Mad Max; El Santo, o Mascarado de Prata;  Ultra-Seven; e até o carrão da Pantera-Cor-de-Rosa. Mas alguns carros serviram como vilões também nos filmes, como em The Car, de 1977 e Christine, de 1983. Espero que gostem. Vamos iniciar a série com o Batmóvel e suas versões ao longo dos anos.



Batmóvel (Batmobile) – A série Batman & Robin foi exibida entre 1966 e 1968 na TV norte-americana. Foi lançada posteriormente e reprisada com sucesso no Brasil nos anos de 1970 a 1980 e recentemente em alguns canais fechados. A série tinha um tom cômico e debochado, quase que ridicularizando os heróis justiceiros dos quadrinhos, mas isso não diminuiu a popularidade do homem-morcego e do menino-prodígio, pelo contrário. A série tinha vários atrativos, além da própria dupla dinâmica; os vilões eram muito, digamos, excêntricos e além disso tinha a fabulosa  batcaverna, o batcinto de utilidades, o batcóptero, a batlancha, etc. Mas o que me cativava  mesmo era o belíssimo batmóvel.


O cruzado de capa com seu famoso Batmóvel



A melhor versão do Batmobile de todos os tempos, na minha opinião
Vale lembrar que o Batmóvel versão 1966/68, foi concebido de um modelo Lincoln Future 1955. Mas chegaram a cogitar em usar um modelo Cadillac 1959 adaptado.


Cadillac 1959 que poderia ter sido adaptado para o Batmóvel

A evolução do Lincoln Future 1955 até o Batmobile 1966


O Lincoln Future 1955 deu origem ao Batmóvel versão 1966


O início dos trabalhos para transformar o Lincoln Future 1955 no Batmobile
O responsável pela transformação do Lincoln Future para o Batmóvel foi o car customizer George Barris, que já tinha experiência em remodelar carros para seriados e filmes.


Registro histórico: o criador de Batman, Bob Kane (de terno escuro) e George Barris,
o criador do Batmóvel da série de 1966


George Barris e sua criação mais famosa
A obra de Barris finalizada
Nos antigos seriados para o cinema, o Batmóvel teve versões mais discretas nos anos de 1943 e 1949.


Batmóvel na versão de 1943

Batmóvel na versão de 1949


Batmóvel nas versões dos anos de 1940
Já no final da década de 1980, o Batmóvel para o cinema recebeu uma versão mais sombria que combinava com o personagem original.


Batmóvel na versão interessante para o filme em 1980
Vieram as décadas de 1990 e 2000 e houveram modificações de design que em nada se compararam, a meu ver, com o carrão conversível da década de 1960.


Personagem e seus batmóveis ao longo do tempo


O Batmóvel de 1966, para mim a versão definitiva!
Na próxima postagem destacarei o carrão negro do Besouro Verde, o Black Beautiful ou “Beleza Negra” .

Por Eumário J. Teixeira.

13 de nov. de 2015

BLUES PILLS – O RENASCIMENTO DO HARD BLUES ROCK


Desde 2011 uma banda sueca até então desconhecida chamada Blues Pills (Pílulas Azuis) começou a se destacar no mundo do rock. Estou falando de um grupo de rock revival, estilo anos de 1970, um rock vigoroso, pulsante e sobretudo, honesto. Eles desenvolvem uma sonoridade rara para os tempos atuais e pouco comum para os jovens pertencentes à geração da música eletrônica. Mas o som vibrante dessa jovem banda está ecoando pelo mundo e é difícil passar desapercebido. Quem não curtir os carinhas das “Pílulas Azuis” é porque não tem uma bagagem sonora, conhecimento básico sobre a história do rock ou simplesmente porque não tem sensibilidade apurada ou mesmo bom gosto para apreciar essa banda incrível. Mas como dizem alguns, “gosto não se discute”...
É quase certo que não podemos contar mais com a volta de bandas como Led Zeppelin, Deep Purple, Free, Peter Green's Fleetwood Mac e outras lendas do blues rock, assim devemos torcer para que as novas promessas como o Blues Pills permaneçam fiéis ao gênero que adotaram e tenham vida longa no palco do rock & roll.


Tudo começou em 2011 quando baixista Zack Anderson e o baterista Cory Berry gravaram um demo com a lindíssima e competentíssima vocalista Elin Larsson na cidade de Orebro, na Suiça. Em seguida, durante um turnê pela França, o trio conheceu um jovem talento da guitarra de apenas 16 anos chamado Dorain Sorriaux e o convidou para se integrar à banda. Com a entrada de Sorriaux, o som da banda cresceu poderosamente e resultado foi o lançamento em 2012 do EP de estréia, Bliss, com o quarteto adotando definitivamente o nome Blues Pills. O nome escolhido para a banda foi baseado no blog de um amigo que divulgava o rock das décadas de 1960 e 1970.


Blues Pills lançou um single ainda naquele ano intiulado 'Black Smoke', e em 2013 fizeram apresentações em festivais de rock europeus prestigiados, como Roadburn em Tilburg, na Holanda, e no Desert Fest, em Berlim. A banda ainda conseguiu emplacar uma turnê pela Alemanha até que foram descobertos e contratados pela gravadora Nuclear Blast.
Assim, com a formação integrada por Elin Larsson, nos vocais; Dorian Sorriaux, na guitarra; Zack Anderson, no baixo e André Kvarnströn, na bateria (substituindo Berry), os Blues Pills lançaram a seguinte discografia, até agora:

    - Devil Man (EP – 2013)
    - Live at Rockpalast (EP - Fevereiro de 2014)
    - Blues Pills (CD - Julho de 2014)
    - Blues Pills Live (CD – 2014)


Em seu lançamento em Julho de 2014, o álbum Blues Pills atingiu o Top 5 na Alemanha e também alcançou as primeiras posições na Áustria, Suíça e Reino Unido.
O som do Blues Pills é as vezes comparado ao Led Zeppelin, Free, Janis Joplin e até Jimi Hendrix. Mas ao escutar o cd Blues Pills de 2014, o timbre da guitarra e arranjos, por vezes me lembraram o Peter Green's Fleetwood Mac. Assim, para meus ouvidos o Blues Pills é uma combinação da sonoridade da guitarra de Peter Green's Fleetwood Mac com os vocais de Janis Joplin e Robert Plant. Embora a vocalista Elin Larsson declarar que foi muita influenciada por vocalistas de blues & soul como Big Mama Thornton, Etta James e Aretha Franklin.


Por Eumário J. Teixeira.

17 de mai. de 2015

OBITUÁRIO DO BLUES, ROCK, SOUL & JAZZ – 2013 A 2015



A boa música continua sofrendo baixas importantes e dolorosas. Aqui listei nomes de alguns músicos que foram relevantes para nossa educação musical. A lista se inicia a partir de 2013, passa pelos recentes falecimentos dos soulmen Percy Sledge e Ben E. king, até a mais recente e lamentável passagem do mestre do blues, B. B. King. A partida do Rei do Blues foi a que mais me tocou, porque foi ele (B. B. King) que me apresentou ao Blues. O primeiro álbum de blues que adquiri foi Live In Cook County Jail (1970), conhecido também como "o disco da cadeia". Desde então nunca mais parei de ouvir B. B. King e o blues. Obrigado B. B. King por educar meus ouvidos e me livrar de tanta coisa ruim que se toca e cantam por aí.


- 20/05/2013 – Ray Manzarek (Raymond Daniel Manczarek, Jr.) - Tecladista, compositor, cantor e produtor de filmes, também co-fundador da lendária banda de rock norte-americana, The Doors, em 1965. Foi parceiro de composições do polêmico e pevertido vocalista da banda, Jim Morrison. Muitos dos maiores sucessos do The Doors como “Light My Fire”, “When The Music’s Over”, “The End” e “Riders On The Storm”, foram marcados para sempre com a autoria e som característico dos teclados de Ray Manzarek. Os discos (cds) recomendados do The Doors são The Doors (1967); Strange Days (1967); Waiting For The Sun (1968), Morrison Hotel/Hard Rock Cafe (1970) e L. A. Woman (1971). Fã de um bom blues e R&B, Manzarek era o responsável direto pelo som da banda nitidamente influenciado por esses gêneros musicais; e apesar do carisma incontestável de Morrison, era Manzarek que realmente liderava o grupo californiano. Nos anos recentes Ray Manzarek ressuscitou o The Doors, convocando o guitarrista original da banda, Robby Krieger, e Ian Astbury (ex-The Cult) para os vocais, numa temporada relativamente bem sucedida em 2002. Manzarek faleceu em decorrência de um câncer na vesícula biliar na cidade de Rosenheim, na Alemanha, aos 74 anos de idade.


- 14/08/2013 - Allen Lanier - Um dos integrantes originais do Blue Oyster Cult, guitarrista, tecladista, pensador ávido por leitura e notadamente por religião comparada. Sua guitarra se vez ouvir em sucessos  como "(Don´t Fear) The Reaper" (1976) e "Burnin' For You (1981). Allen deixou o Blue Oyster Cult em 1985, voltando a se reunir com o grupo em 1987. Ele era fumante e morreu em decorrência de uma doença pulmonar aos 67 anos.


- 03/01/2014 - Phil Everly - Um dos dois irmãos fundadores do grupo Everly Brothers que fez muito sucesso nas décadas de 1950 e 1960. A dupla Phil e Don lançaram várias músicas que se tornaram hits e foram regravadas por outros cantores e bandas posteriormente, como "Wake Up Little Susie", "Bye Bye Love" e "All I Have To Do Is Dream". O som da banda era um misto de country & pop & baladas que influenciou gente como os Beatles e Bob Dylan. Phil Everly morreu em decorrência de complicações de uma doença crônica pulmonar, aos 74 anos.


- 27/01/2014 – Pete Seeger – Um dos pioneiros da música Folk norte-americana, foi considerado como um dos principais renovadores deste gênero musical na década de 1950. Seeger foi discípulo de Woody Guthrie, o precursor das “músicas folk de protesto” nas décadas de 1930 e 1940, nos Estados Unidos. Bob Dylan (outro seguidor de Guthrie) responsável direto pela revitalização do folk em meados a década de 1960 (na primeira fase de sua carreira), foi muito influenciado por Pete Seeger, que morreu de causas naturais no Hospital Presbiteriano de Nova York, no dia 27 de janeiro, aos 94 anos. Alguns dos sucessos mais conhecidos de Seeger foram, “If I Had A Hammer” e “Where Have All The Flowers Gone”.


- 26/02/2014 – Paco de Lucia – Violonista espanhol dono de uma técnica apuradíssima, um mestre do estilo flamenco, que influenciou guitarristas dos mais diversos gêneros musicais. Faleceu vítima de um ataque cardíaco fulminante em Cancún, no México, aos 66 anos.


- 29/08/2014 – Glenn Cornick – Baixista da formação original do Jethrotull, tocou nos três primeiros discos da banda, This Was (1968); Stand Up (1969) e Benefit (1970). Cornick foi co-fundador do Jethrotull junto ao vocalista e flautista Ian Anderson, em 1967. Cornick foi vítima de complicações cardíacas, aos 67 anos.


- 25/10/2014 – Jack Bruce – Excelente baixista e vocalista escocês do lendário power trio, Cream (a nata), formado também pelo guitarrista Eric Clapton e o baterista Ginger Baker na segunda metade da década de 1960. O Cream que teve uma curta mas intensa trajetória (1966-1968) se reuniu novamente em 1993 e 2005 para a alegria dos saudosistas do bom e velho blues-rock psicodélico. Jack Bruce também tocou com outros músicos consagrados como John Mayall, Gary Moore e Ringo Starr.  Jack Bruce faleceu aos 71 anos e a causa de sua morte não foi revelada pelos familiares.


- 22/12/2014 – Joe Cocker – Cantor britânico de Rock & Soul que ficou marcado por sua magistral interpretação da canção “With A Little Help From My Friends” dos Beatles no Festival de Woodstock, em 1969. Outros de seus sucessos foram “You Can Leave Your Hat On”; “Unchain My Heart”; “Ain’t No Sunshine”; “Up Where We Belong” e “You Are So Beautiful”. Com sua voz rouca característica seus trejeitos no palco, foi certamente o principal intérprete de um gênero musical que combinava a energia do rock e a sensualidade do soul. Joe Cocker foi vítima de luta de alguns anos contra o câncer no pulmão, aos 70 anos de idade, no Colorado, Estados Unidos.


- 16/03/2015 – Andy Fraser – Baixista do Free de talento precoce e estiloso ao tocar, tinha apenas 15 anos quando ingressou na banda; foi um de seus fundadores. Chegou a participar do John Mayall’s Bluesbreakers. Andy Fraser lutava contra o câncer e era portador do vírus HIV, mas a causa da morte não foi divulgada; ele tinha apenas 62 anos e deixou duas filhas.


- 03/04/2015 – Robert Burns Jr. – Baterista fundador do Lynyrd Skynyrd junto ao vocalista Ronnie Van Zant. Burns participou dos dois primeiros álbuns da banda tocando bateria nos clássicos “Free Bird”, “Sweet Home Alabama” e “Simple Man”. Ele deixou a banda em 1974 devido a problemas de saúde gerados pelas intensas turnês. Robert faleceu aos 64 anos de idade ao sofrer um acidente de carro numa curva, perto de Cartervislle,  no estado da Georgia. O carro saiu da pista, bateu numa caixa de correios e depois numa árvore, ele estava sem o cinto de segurança.


- 14/04/2015 – Percy Sledge – Cantor afro-americano de Soul e R & B, autor e intérprete do clássico do soul “When A Man Loves A Woman”. Segundo a lenda, Sledge teria composto a música depois de ter perdido o emprego e a namorada seguidamente. Inspirado pela dor, compôs e cantou um dos maiores hits românticos mais regravados de todos os tempos. Um dos que regravaram o hit, foi o açucarado Michael Bolton. Outros sucessos de Percy Sledge foram “It Tears Me Up”; Take Time To Know Her”; “Cover Me” e “Warm And Tender Love”. Ele tinha 73 anos quando faleceu em Baton Rouge, na Louisiana e, segundo consta, lutava contra um câncer de fígado.


- 30/04/2015 – Ben E. King – Cantor afro-americano de Soul e R & B, intérprete famoso do clássico do soul “Stand By Me”, regravado com sucesso por John Lennon e que gerou inúmeras versões em outros gêneros musicais. Mas Ben E. King teve outros sucessos memoráveis como “Spanish Harlem”; “Supernatural Thing – PT. 1”; e “Don’t Play That Song”. King teria morrido de causas naturais ainda não divulgadas, aos 76 anos.


- 14/05/2015 - B. B. King - Guitarrista e cantor de Blues afro-americano, considerado o "Embaixador do Blues" e conhecido também como "Rei do Blues". Riley B. King modestamente recusava sua majestade, mas ele sabia que seu trabalho foi essencial para a divulgação e popularização do blues em todo o mundo. Gravou inúmeros discos, alguns essenciais para qualquer colecionador ou estudioso do blues, posso citar por exemplo, Live At the Regal (1965); Live and Well (1969); Completely Well (1969); Indianola Mississippi Seeds (1970); Live in Cook County Jail (1970), meu primeiro e favorito disco de B. B.; e One Kind Favor (2008). Seus inúmeros hits foram regravados por vários músicos e discípulos; alguns deles foram "Three O'Clock Bues", "Please Accept My Love", "Sweet Sixteen", "Every Day I Have The Blues", "How Blue Can You Get", "Rock Me Baby", "Why I Sing The Blues", "The Thrill Is Gone", "Hummingbird", "Guess Who", "Let The Good Times Roll", "When Love Comes Town" e "Since I Meet You Baby", só para citar alguns. B. B. King e sua guitarra, Lucille, fizeram escola e músicos consagrados como Peter Green, Eric Clapton, Carlos Santana, Billy Gibbons se inspiraram ao som do rei do blues. A música de B. B. King incorporava vários elementos além do blues, podia-se notar pitadas de soul, jazz, gospel, big bands, Rythm & blues e até mesmo rock. Ele era eclético, um mestre da música contemporânea que marcou os séculos XX e XXI. Só nos resta agora escutar seus cds e assistir aos seus vídeos deixados para a posteridade. B. B. King sofria de diabates há alguns anos e sua idade avançada influenciou no agravamento da piora de sua saúde. Assim, Riley B. King faleceu dormindo em seu leito, no dia 14 de maio de 2015, aos 89 anos, nos deixando um grande legado, mas com muita dor, lamento e blues.

Por Eumário J. Teixeira