4 de jan. de 2015

ROCKY MARCIANO, A ROCHA DE BROCKTON


Existiu verdadeiramente dois boxeadores campeões com a alcunha de  “Rocky” na vida real, um na categoria dos pesos médios e o outro na categoria dos pesos-pesados. O primeiro foi Rocky Graziano (Thomas Rocco Barbella, 1922-1990), campeão mundial dos pesos médios (de 1,70m) entre 1947 e 1948 (com 67 lutas, 52 vitórias, 10 derrotas e 5 empates), temido pelo seu gancho de esquerda e ferocidade ao lutar e que foi um dos grandes (junto a Jake La Motta) a tentar tirar o título do lendário lutador “bailarino” Sugar Ray Robinson; o segundo foi certamente quem inspirou Silvester Stallone  a criar o personagem para o cinema “Rocky Balboa”, nada menos que o campeão invicto dos pesos-pesados de 1952 a 1956, dono de um gancho de direita sobrenatural, o invencível e temido, Rocky Marciano! É sobre ele que dedico essas linhas a seguir.

Rocky Marciano, The Brockton Blockbuster
Como tudo começou – Rocco Francis Marchegiano, o futuro campeão do mundo, nasceu em 1º de setembro de 1923 no sul da cidade de Brockton, Massachussets. Era Filho de Pierino Marchegiano (operário de uma fárica de sapatos e ex-combatente da primeira guerra mundial) e Pasqualina Picciuto (típica dona de casa italiana), ambos imigrantes italianos. Rocco tinha ainda dois irmãos, Peter e Louis e três irmãs, Alice, Concetta e Elizabeth. Segundo  conta a história, o pequeno e frágil Rocco contraiu pneumonia e quase morreu quando tinha apenas 18 meses de idade. Em sua juventude praticou beisebol com seu irmão e David Rooslet (um amigo do bairro) e levantamento de pesos com equipamentos feitos em casa. Ele também improvisou um saco de pancadas com um malote dos correios recheado que suspendia numa árvore no quintal em sua casa para praticar socos. Ele estudou na Brockton High School onde jogou tanto beisebol como futebol americano. Entretanto, Rocco foi cortado do time de beisebol da escola porque havia ingressado na liga da igreja, violando assim a regra da escola que proibia seus jogadores de se juntar a outras equipes. Rocco largou os estudos após completar a oitava série. Em março de 1943, Rocco Marchegiano foi convocado para o exército por um período de dois anos. Ele começou a servir o exército em Swansea, País de Gales e encerrou o serviço militar em março de 1946 em Fort Lewis, Washington.

Rocky e seu experiente treinador, Charley Goldman
Boxe no Exército - Enquanto aguardava a alta do serviço militar, Rocco, representando o exército, ganhou o Torneio de Boxe Amador das Forças Armadas, em 1946. Sua carreira amadora foi interrompida em 17 de março de 1947, quando Rocco entrou no ringue contra um lutador profissional. Naquela noite ele nocauteou Lee Epperson em três assaltos. Mas, indo contra a corrente, Rocco voltou para a competição amadora e lutou no Torneio de Luvas de Ouro do All-East Champhionship, ainda em março, quando foi batido por Coley Wallace. Ele continou a lutar como amador por toda a primavera e competiu nas AAU seletivas olímpicas, no Boston Garden, onde nocauteou George Mclnnis, mas acabou machucando a mão seriamente durante a luta e foi forçado a abandonar a competição. Essa seria a sua última luta amadora. No final de março de 1947, Rocco e alguns amigos foram para Fayetteville, Carolina do Norte, para tentar a sorte no Fayetteville Cubs, uma organização que selecionova talentos para o time de beisebol do Chicago Cubs. Após três semanas de processos seletivos, Rocco foi cortado. Não conseguindo sorte para ingressar no beisebol,  Rocco volta para Brockton e começa a treinar boxe com o incentivo do velho amigo (também ítalo-americano), Allie Colombo. Vendo certo potencial em Rocco, os empresários Al Weill e Chick Wergeles conseguiram que ele fosse refinado pelo conceituado treinador, Charley Goldman.

Rocky nunca negligenciava os treinamentos, sua resistência e força física eram impressionantes
As Primeiras Lutas como Profissional - Mesmo tendo uma luta profissional em seus registros (contra Lee Epperson), Rocco Marchegiano, começou a lutar consistentemente como um pugilista profissional em 12 de julho de 1948.  Naquela noite, ele ganhou de Harry Bilizarian por nocaute. Rocco ganharia suas primeiras 16 lutas por nocaute, todas antes do quinto assalto, sendo que nove dessas lutas antes do primeiro assalto ter terminado. Don Mogard se tornou o primeiro boxeador a resistir 10 assaltos programados com “The Rock”, mas a vitória de Marciano foi por decisão unânime dos árbitros. No início de sua carreira, Rocco mudou a grafia de seu nome italiano “Rocco Marchegiano”, porque o apresentador de ringue em Providence, em Rhode Island, não conseguia pronunciar seu sobrenome, então decidiram “ajeitar” um pseudônimo por sugestão de Al Weill. A primeira sugestão foi “Rocky Mack”, imediatamente rejeitada por Rocco, que decidiu ficar com “Marciano”, que tinha uma sonoridade mais italiana. E ele parecia mesmo “uma rocha das mais duras vindo de marte”. Assim, Rocky Marciano ganhou mais três lutas por nocaute, mas em seguida, ele se deparou com Ted Lowry, que, conforme muitos testemunhos, tinha ganhado três ou quatro assaltos de Rocky naquela noite. De qualquer maneira Rocky manteve sua série de vitórias ao derrotar Lowry por decisão unânime. A seguir vieram mais quatro vitórias seguidas por nocaute, inclusive a luta de cinco rounds ocorrida em 19 de dezembro de 1949 contra Phil Muscato, um peso-pesado experiente de Buffalo, Nova York, e o primeiro “boxeador de nome” que Rocky enfrentou.
                 
O primeiro Susto e Lutas importantes - Apenas três semanas após essa luta, o novo palco é o Madison Square Garden de Nova York em 30 de dezembro de 1949, onde Rocky enfrenta e bate Carmine Vingo com um nocaute no sexto round que quase levou Vingo à morte. Após essa luta Rocky teria começado a  considerar os riscos de sua profissão. Carmine Vingo entra em coma após ser nocauteado por Rocky e é levado às pressas ao hospital. Após alguns dias de expectativa e muitas orações, inclusive por parte de Marciano, acontece a recuperação total de Vingo, sem sequelas. Posteriormente ambos ainda apertaram as mãos, aliviados.

Carmine Vingo após um bom início de luta, começa a se assustar com os golpes contundentes de Rocky
Após ser nocauteado por Rocky, Vingo entra em coma e entra num processo angustiante de recuperação,
mas no final, graças à Deus e as orações por parte de Rocky, amigos e familiares , tudo acaba num aperto de mãos
Em 14 de março de 1950, Rocky enfrentou Roland La Starza, vencendo por decisão dividida. La Starza pode ter sido o único boxeador a ter a oportunidade de ter derrotado Marciano na carreira profissional. A pontuação foi equilibrada para ambos os lutadores, mas Rocky foi favorecido por um sistema de ponto suplementar adotado por New York e Massachusetts, na época. O sistema geral adotado não concedia um ponto extra para um nocaute técnico e Marciano teria nocauteado La Starza durante a luta, apesar dele ter se recuperado antes da contagem final do árbitro no ringue. Ambos os lutadores estavam invictos até essa luta, com La Starza sustentando um recorde de 37 vitórias, sem nenhum empate ou derrota.
Na sequência, Rocky Marciano ganhou mais três lutas seguidas por nocaute, em seguida enfrentou Ted Lowry, numa revanche, vencendo-o novamente por decisão unânime. Depois disso ele ganhou mais quatro confrontos por nocaute, e, depois de uma vitória sobre Red Applegate, em abril de 1951, sua luta contra Rex Layne, a quem nocauteou no sexto round, foi o seu primeiro confronto a ser exibido pela TV em rede nacional em 12 de julho de 1951.

Rocky nocauteia seu ídolo, Joe Louis, e adquire credibilidade para a disputa do título mundial
A Luta Decisiva contra Joe Louis, o Demolidor de Detroit - Em 17 de outubro de 1951, surge a grande oportunidade para ser considerado um sério candidato ao título mundial, quando aos 28 anos aceitou enfrentar o lendário ex-campeão dos pesos-pesados, Joe Louis, que planejava retornar aos ringues e recuperar o título. Marciano não desprezou tal oportunidade, mesmo tendo Joe Louis como seu ídolo maior no boxe. Numa luta dura, Rocky não achava Louis que era visivelmente mais rápido e técnico, mas que sentiu o peso da idade com o passar dos rounds, favorecendo assim ao vigoroso Rocky que  o venceu por nocaute no oitavo round, fazendo com que Joe Louis se aposentasse definitivamente. Marciano  não sabia se lamentava ou comemorava a histórica vitória.

Rocky conforta Joe Louis, o Demolidor de Detroit, após o incrível combate em 1951
Em seguida, depois de mais quatro vitórias, incluindo as lutas contra Lee Savold e Harry Matthews, Rocky recebeu finalmente a oportunidade de disputar o título.

Rocky atropela o campeão Jersey Joe Walcott e toma seu título em 1952
A Luta pelo Título Mundial - Rocky Marciano, aos 29 anos de idade, enfrentou o então campeão mundial dos pesos pesados, de 38 anos, Jersey Joe Walcott. O grande evento se realizaou na cidade de Filadelfia, em 23 de setembro de 1952. Walcott fez Marciano cair de Joelhos no primeiro round (apesar dele ter se recobrado imediatamente) e começou a acumular pontos durante os equilibrados rounds que se seguiram; mas, no décimo terceiro round, quando Walcott  fintou para jogar sua pontente direita, Marciano que aguardava friamente pela oportunidade, disparou a “Susie Q” (seu gancho mortal de direita), fazendo com que Walcott caísse de joelhos com seu braço sobre as cordas. Walcott assim ficou até a contagem final do árbitro e, assim, surgiu o novo campeão mundial dos Pesos Pesados, Rocky Marciano, “the Brockton Blockbuster”. 

O campeão, o cinturão e a consagração popular
Marciano com altura de apenas 1,80 m e não mais que 85 quilos, aparentemente não tinha atributos físicos para ser um peso-pesado, mas demonstrou, até então, possuir uma impressionante resistência física, uma capacidade ímpar para absorver golpes e uma força quase sobrenatural nos seus golpes, principalmente os aplicados com a mão direita. E Rocky nunca recuava, sempre tomava a iniciativa partindo para a cima, acuando, pressionando, até conseguir seu intento.

As Duras Defesas do Título Mundial - Sua primeira defesa do título, veio um ano depois, numa revanche contra Walcott, agora com 39 anos, que desta vez foi nocauteado no primeiro round. Rocky confirmava para quem duvidasse, que merecia, de fato, o cinturão mundial dos pesos-pesados.
A próxima defesa foi contra Roland La Starza, em setembro de 1953, a quem já havia enfrentado e vencido por decisão dividida anteriormente.  Depois de estar levando uma pequena vantagem por pontos no decorrer da luta, Marciano consegue impor a La Starza um nocoute técnico no décimo primeiro round, conseguindo assim mais uma vitória, dessa sem contestatação.

Roland La Starza não teve folga no segundo confronto contra Rocky e beijou a lona
Ezzard Charles bem que resistiu, mas perdeu duas seguidas para "the rock"
Depois vieram duas lutas seguidas contra o ex-campeão dos pesos-pesados, Ezzard Charles, considerado uma lenda viva do boxe, de 33 anos. Ezzard foi o único boxeador que resistiu aos golpes de Rocky por 15 assaltos. Mas no final a vitória, em 17 junho de 1954, de Marciano foi incontestável por pontos. Na segunda luta, em 17 de setembro do mesmo ano, Rocky torna a vencer Ezzard, desta vez por nocaute no oitavo round. A próxima luta de Rocky foi contra o campeão britânico e europeu, Don Cockell, que marciano nocauteou no nono round.

Rocky Marciano fechou com "chave de ouro" sua carreira invicta contra o perigoso Archie Moore
O Último Combate - A última grande batalha de Rocky Marciano nos ringues, foi contra o veterano de 38 anos, Archie Moore, em 21 de setembro de 1955. Moore conseguiu fazer com que Marciano dobrasse os joelhos no segundo round, mas após uma breve contagem de quatro, Rocky se levanta e se recupera partindo para cima de Moore, que bravamente resistiu à saraivada de golpes de “The Rocky”, que finalmente o nocauteia no nono round e mantém o seu título invicto.

A Aposentadoria Invicta, embora precoce - E após considerar os riscos de sua carreira como boxeador, as decepções com as trapaças inerentes ao mundo do boxe profissional, e principalmente de seu afastamento nos últimos anos de sua esposa, que na época sofria de câncer e de seus filhos que mal tinham contato com o pai devido aos compromissos que lotavam a sua agenda, Rocky decide se aposentar dos ringues invicto como profissional, com 49 lutas e 49 vitórias, sendo 43 delas por nocaute, aos 32 anos, um feito até hoje nunca igualado por nenhum boxeador profissional. 

Rocky com sua esposa Barbara Cousins e sua filha  Mary Anne
Marciano convocou uma coletiva de imprensa e anunciou sua retirada em 27 de abril de 1956. Rocky considerou retornar em 1959, quando Ingemar Johansson ganhou o título dos pesos- pesados  contra Floyd Patterson em 26 de junho de 1959. Mas depois de apenas um mês de treinamento em quase quatro anos de inatividade, Marciano desconsiderou definitivamente sua volta aos ringues. Após sua aposentadoria, Rocky decidiu explorar o mundo da televisão e Hollywood, apresentando programas relacionados ao boxe e esportes. 


Rocky e seu círculo de amizade com celebridades da época: Frank Sinatra, Louis Armstrong, Marlon Brando e o comediante Jerry Lewis
Chegou a atuar como árbitro em lutas de Wrestling, já que ele chegou a ser um lutador na modalidade na escola. Marciano continuou como  árbitro e comentarista de lutas de boxe televisionadas por muitos anos. Foi assediado por celebridades da época na música e cinema, como Louis Armstrong, Frank Sinatra, os atores Marlon Brando, Dean Martin e o comediante Jerry Lewis, com quem fez parcerias hilárias. Explorou o mundo dos negócios com o parceiro e vice-presidente do Papa Luigi Spaghetti Dens, uma empresa de franquias com sede em San Francisco.

The Super-Fight: Na simulação, Rocky Marciano vence Muhammad Ali
A Super-Luta contra Muhammad Ali - No final de julho de 1969, pouco antes de sua morte, Marciano  participou das filmagens de uma luta imaginária, The Superfight: Marciano versus Ali. Em meados da década de 1960, um promotor de lutas de boxe de Miami tinha um programa de sucesso sobre lutas imaginárias entre campeões do passado. Assim, ele jogou os dados num computador sobre as principais características dos mais recentes campeões dos pesos-pesados (apesar de pertencerem a gerações diferentes), Rocky Marciano e Muhammad Ali, para simular um confronto entre ambos. Os dois campeões na época estavam inativos, Rocky já estava aposentado desde 1956 e Muhammad Ali, se encontrava suspenso e com o título de campeão cassado por ter se recusado ao alistamento militar e a lutar na Guerra do Vietnã, desde 1967. Os dois ex-campeões foram convencidos a encenar a luta com o resultado final já previsto pelo computador. Com certeza os dois estavam precisando de publicidade na época e era uma boa oportunidade de atrair os holofotes. Rocky (um pouco flácido e usando uma peruca) e Ali (sem estar na forma ideal) foram filmados fazendo sparring, sem por força nos golpes e “fazendo sombra”. Em seguida o filme foi editado demonstrando a luta hipotética como se  cada um estivesse em seu auge profissional. A filmagem foi ao ar em 20 de janeiro de 1970, segundo alguns, com duas versões; uma que mostra Ali como vencedor e a outra que teve Rocky como vitorioso no embate. O filme foi exibido em 1.500 salas de cinema nos EUA e Europa e no canal de TV, Wide World of Sports da ABC. Dizem que, posteriormente, todas as cópias foram destruídas, mas é possível ver uma versão no youtube com a vitória de Rocky Marciano. Quando perguntaram a Rocky se ele poderia ter vencido Ali numa luta real, ele respondeu: “Eu poderia ser considerado vaidoso se dissesse que podia, mas estaria mentindo se eu dissesse que não podia”. Quando perguntado a Ali sobre a vitória de Rocky na simulação, ele respondeu brincando e insinuando que seria uma armação racista: “Isso deveria ter sido feito num computador do Mississipi”. A verdade é que depois de Rocky Marciano, a categoria dos pesos pesados foi dominada pelos afro-americanos e muitos diziam que a “simulação” serviria como um “saudosimo racista” pelos caucasianos americanos e europeus. O engraçado é que até hoje muitos acreditam que a luta e resultado foram reais e outros, que tudo foi feito por computação gráfica, pasmem, em 1969! Muhammad Ali teria se arrependido da farsa pouco depois, apesar de admitir que teve uma boa impressão e desenvolvido uma boa amizade com Rocky Marciano durante as filmagens.

O avião fretado por Rocky Marciano colide com árvores num campo próximo a Newton, Iowa, em 1969
A Trágica Morte e o Nascimento de uma Lenda - Em 31 de agosto de 1969, na véspera de seu 46º aniversário, Marciano era um passageiro do pequeno avião particular, um Cessna 172, com destino a Des Moines, Iowa. Era noite e estava chovendo forte. O piloto, Glenn Belz, segundo consta, ainda não tinha horas de vôo suficientes e não era certificado para voar naquelas condições metereológicas guiado pelos instrumentos. Ao perceber que não tinha a mínima condição de prosseguir com o vôo, Belz resolveu baixar a altitude e tentar pousar num pequeno aeródromo próximo a Newton, Iowa. Na manobra arriscada e sem visibilidade, o avião bateu  em uma árvore a duas milhas próximas da pista pretendida. No trágico acidente, além de Rocky Marciano, no impacto morreram Belz e Frankie Farrel, de 22 anos, filho do mafioso italiano, Louis Fratto. Rocky Marciano estava em um jantar em Chicago, na casa de Andy Granatelli, quando foi convidado de última hora para fazer um discurso numa festa de aniversário surpresa para um amigo. Ele esperava chegar ainda pela manhã em sua casa para a festa de seu próprio aniversário preparado por sua esposa. Marciano, agora uma lenda do boxe, foi sepultado no cemitério Forest Lawn Memorial, em fort Lauderdale, na Florida. A esposa de Rocky, Barbara Counsins, faleceu de câncer cinco anos após a morte dele, na idade de 46 anos. O pai de Rocky faleceu em março de 1972 e sua mãe, em janeiro de 1986. A filha de Rocky e Barbara, nascida em 1950, Mary Anne, faleceu aos 58 anos em 2008. O filho adotado em 1952, Rocco Kevin Marciano, ainda está vivo.

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A versão de Rocky Marciano por Silvester Stallone, em 1976: Rocky Balboa
Inspiração para o Cinema - Rocky Marciano foi a inspiração para Sylvester Stallone ter criado o personagem para o filme  (de 1976) que lhe deu fama, o boxeador Rocky Balboa. O que difere Marciano de Balboa  é que o primeiro era inteligente, bem articulado e ambicioso em relação aos seus propósitos e nada ingênuo, sem contar que se aposentou sem nunca ter beijado a lona; o segundo, tinha a mesma força física e obstinação para ser campeão, mas era muito ingênuo e fácil e ser manipulado por pessoas interesseiras e mal intencionadas, e mesmo sendo um personagem fictício, não se aposentou invicto como o lendário e real Rocky Marciano.

"Marciano" de 1976, com Tony Lo Bianco
"Rocky Marciano", com Jon Favreau, de 1999


Foram realizados dois filmes biográficos sobre Rocky Marciano, o primeiro intitulado (originariamente) apenas “Marciano” foi lançado em 1979 e estrelado por Tony Lo Bianco (como Rocky) num enredo que foca a dificuldade de Marciano conciliar sua carreira de boxer e seus deveres de esposo e pai; o segundo, intitulado “Rocky Marciano”, foi lançado em 1999 e estrelado por Jon Favreau (no papel de Rocky) e contou com a participação do ator Tony Lo Bianco (o mesmo que encarnou Rocky no filme anterior), nessa versão se destaca mais o lado do lutador, sua ascensão, suas conquistas e a vida depois da aposentadoria. Ambos são recomendáveis para quem curte boxe e é fã de Rocky Marciano.

Rocky não fintava, não jabeava, ele ia em linha reta para cima do adversário
Rocky e seu Legado - Marciano não era um boxeador ortodoxo, não tinha a leveza do jogo de pernas e a técnica de um Muhammad Ali, mas era um gladiador sem medo que partia para cima em linha reta, não sabia fintar e se  movia como um selvagem que se permitia levar golpes, desde que fosse o único caminho para nocautear seu adversário. Ao lançar seus poderosos golpes no ar, se espunha de tal forma que poderia levar contra-ataques que poderiam levar qualquer um à lona, mas Rocky não era qualquer um, ele suportava qualquer castigo; ele só dobraria o joelho por duas vezes em 49 lutas, a primeira ocorreu na disputa do título mundial contra Jersey Joe Walcott, e a segunda ocorreu na sua última luta como profissional, contra Archie Moore. Não havia como refiná-lo tecnicamente, não havia como domá-lo, ele se valia exclusivamente de sua força e resistência física e do disparo fatal de direita conhecido como “Susie Q”, apesar do seu também poderoso gancho de esquerda. Marciano era um obstinado guerreiro que desprezava a dor e ignorava a derrota. Muitos historiadores  do boxe criticam a real capacidade de Rocky como um grande campeão dos pesos-pesados, pelo fato de que seus adversários na época não serem tão qualificados; ora, sendo qualificados ou não, Rocky fez o que um campeão tinha que fazer, enfrentou a todos e os derrotou um a um e se despediu com uma invencibilidade só igualada a partir de 2009 por pouquíssimos boxeadores até hoje. 


Um peso pesado abaixo das medidas ideais, apenas 1,80 m e 85 kg
Só pelo fato de Rocky ter sido fisicamente inferior aos padrões vigentes para um peso-pesado, isto é, tinha apenas 1,80 de altura, 85 kg e uma envergadura de 1,73 m e mesmo assim conseguir superar todos os seus adversários tecnicamente e fisicamente  mais capacitados, já bastaria para ser considerado como um dos maiores boxeadores de todos os tempos. E na minha opinião, ele está entre os quatro melhores pesos pesados da história, que na minha ordem seriam, Muhammad Ali, Joe Louis, Rocky Marciano e Jacky Dempsey. O poder do golpe de Marciano foi medido em 1963 pela Boxing Illustrated, e chegaram à  conclusão que seu punch gerava mais energia de impacto do que uma bala perfurante e que seria comparável a mesma energia necessária para elevar um elevador de 1000 libras a um pé do chão.

A estátua feita pelos escultores mexicanos de 6 metros e 2 toneladas
Reconhecimento e Homenagens - Rocky Marciano foi nomeado “Lutador do Ano” por três vezes e suas defesas do título (entre 1952-1954) foram eleitas as “Melhores Lutas”, pela Ring. Em 2006, numa pesquisa pela ESPN, o nocaute de Marciano contra Joe Walcott em 1952, foi considerado o maior de todos os tempos. Marciano também recebeu o “Belt Hickock” dado ao melhor atleta profissional de 1952. Em 1955, ele foi eleito o segundo mais importante esportista norte-americano do ano. Rocky Marciano, como não poderia deixar de ser, é membro do Boxing Hall of Fame International e do World Boxing Hall of Fame. Uma estátua de bronze de Rocky Marciano de seis metros de altura e duas toneladas foi confeccionada pelos escultores mexicanos Mario Rendón e Victor Gutiérrez em 2012 e foi inaugurada oficialmente, em setembro do mesmo ano, na Brockton High School por conta do 60º aniversário do título mundial dos pesos-pesados  conquistado por Rocky Marciano, em 1952. Outra estátua de bronze de Marciano foi erguida em Ripa Teatina, na Itália, para comemorar o nascimento do pai de Rocky.

Rocky Marciano: Nunca haverá outro campeão como ele!
Por Eumário J. Teixeira

13 de dez. de 2014

BRUCE LEE E OS MONUMENTOS EM SUA MEMÓRIA


Por ocasião da celebração dos 40 anos da passagem de Bruce Lee em 2013, é interessante lembrar que foram erguidos alguns monumentos (estátuas de bronze, figuras de cêra e museus) em homenagem ao “Pequeno Dragão” desde 2005. O destaque fica para as estátuas de diversos tamanhos e em locais mais inusitados pelo mundo foram exibidas para o delírio dos fãs mais exaltados. Listo a seguir tais monumentos, com alguma informação sobre os mesmos.



01 – Estátua de Bruce Lee na Star Avenue, em Hong Kong – Esse monumento foi erguido em 27 de novembro de 2005 para comemoração dos exatos 65 anos de Bruce Lee, nascido em 1940. O fã-clube de Bruce Lee de Hong Kong arrecadou 100.000 dólares para a realização da estátua de bronze com 2,5 metros de altura e pesando 600 kg, além de exigirem do governo chinês que honrassem o seu legado, apesar das autoridades locais temerem que um possível culto ao cidadão “norte-americano” Bruce Lee e sua filosofia libertária pudessem influenciar negativamente os jovens em relação às políticas sociais e ideológicas cada vez mais abrangentes do governo comunista em Hong Kong. 

A bela estátua de Bruce Lee e o centro de Hong Kong iluminado ao fundo

O escultor Cao Chong-en em ação

Cao Chong-en recebe a visita e aprovação de Robert Lee, irmão de Bruce
O local escolhido para se colocar a estátua foi ao longo da Star Avenue na área urbana próxima ao porto em Tsim Sha Tsui, ao Sul de Kowloon. A figura esculpida pelo escultor chinês Cao Chong-en, está em posição de combate como nas poses típicas de Lee  vistas em Fists of Fury (A Fúria do Dragão de 1972). A estátua foi inaugurada por Robert Lee, irmão de Bruce na data de aniversário do Pequeno Dragão. O monumento se tornou uma atração turística concorrida de Hong Kong, valorizado ainda pela linda vista panorâmica do centro de Hong Kong ao fundo. É comum os fãs depositarem flores, filmarem, tirarem fotos e fazerem homenagens junto ao monumento e não fiquem surpresos se depararem com Phoebe ou Robert Lee (dois dos quatro irmãos de Bruce), por lá.

A colossal estátua de Bruce Lee em Jun-an
02 – Estátua de Bruce Lee em Foshan, na China – Esse monumento de bronze é uma réplica da estátua de Hong kong, salvo por seu tamanho gigante de 18,8 metros. O artista responsável pela obra é um dos maiores escultores chineses, Cao Chong-en, criador também do monumento de Bruce Lee em Hong Kong. A gigantesca estátua foi fixada no Bruce Lee Paradise Park, na cidade Jun-an, em Foshan, na província de Guangdong (Sul da China). O parque temático de artes marciais é cercado por mais de 20 colinas de vegetação verde florescente. Além da belíssima região em torno do parque com suas  montanhas, lagos cristalinos e vegetação abundante favoráreis para a propagação e crescimento da vida animal, os visitantes ainda dispõem de um museu comemorativo sobre Bruce Lee, uma galeria com outras obras de Cao Chong-en, uma fazenda ecológica,  entre outras atrações interessantes. 

Exibições de artes marciais e muito mais no parque temático em Foshan

Bruce Lee, um gigante chinês até para os comunistas
A estátua de Bruce Lee teve um custo de 2 milhões de Yuans e precisou de dois anos para ficar pronta. Na base da obra gigante há uma placa com o título imponente de “Rei do Kung Fu”, mais informações sobre a vida de Bruce Lee e uma lista com os nomes dos que contribuíram diretamente para a edificação do incrível monumento. Ao que parece, o governo comunista chinês se rendeu ao apelo publicitário de uma figura mundial de origem chinesa (mas de nacionalidade norte-americana) para tentar atrair turistas para o país que se abre cada vez mais ao mundo ocidental, se valendo de uma estratégia de marketing típicamente capitalista e oportunista. E pensar que pouco tempo atrás somente o “deus” Mao Tsé-Tung poderia ser cultuado por lá.


03 – Estátua de Bruce Lee em Mostar, na Bósnia e Hezergovina – Esse monumento dourado foi inaugurado no dia 26 de novembro de 2005, com a presença de representantes do governo alemão (que patrocinou a obra) e autoridades chinesas. A obra de 1,68 metros (poderia ser o tamanho natural de Bruce Lee que media entre 1,68 e 1,72 m) foi realizada pelo escultor croata Ivan Fijolic. A estátua do “Pequeno Dragão” que mostra Lee numa de suas poses típicas com um nunchaku, como em The Way of The Dragon (O Vôo do Dragão de 1972), tornou-se um símbolo da solidariedade na cidade etnicamente separada desde a guerra nos anos de 1990, que dividiu a Iugoslávia socialista em três países distintos. A estátua concebida por Fijolic foi a primeira a ser exibida no mundo, pois a de Hong Kong só seria revelada um dia após, ou seja, na data exata do 65º aniversário de Bruce Lee, em 27 de setembro de 2005. 

Inauguração da estátua dourada de Bruce Lee em Mostar

Bruce Lee apaziguando as etnias rivais
O projeto foi desenvolvido pelo Movimento Urbano dos Jovens de Mostar que viram na estátua uma possibilidade de aproximar as etnias em conflito em torno da figura de massa do herói mítico do Kung Fu que simbolizaria o fim das divisões, culturais, étnicas e raciais, já que o próprio Bruce era filho de pai chinês e mãe eurasiana ( asiática e européia);  foi educado em um colégio britânico em Hong Kong; e exerceu sua cidadania norte-americana quando adulto. E é sabido que ele não fazia distinções de cor em seu grupo de treinamento de Jeet Kune Do nos EUA, pois agregava negros, brancos, amarelos, (chineses, coreanos, japoneses ou filipinos) e latinos sem distinção alguma. Mostar é ainda uma cidade dividida,com a população bósnia muçulmana habitando o lado leste do rio Neretva, enquanto a margem ocidental permanece quase que exclusivamente croata. No entanto, a imagem de Bruce Lee e a memória de seus feitos e filosofia de vida é ainda uma das raras coisas que unem os dois povos. A estátua de dourada foi inicialmente instalada no Zrinjski City Park, no lado ocidental da cidade de Mostar. Mas como dias após chegou a ser vandalizada, foi retirada para um lugar mais seguro. Em seguida, surgiu em Zagreb, participando de um festival de artes. Em 2013, na véspera da celebração dos 40 anos da morte de Bruce Lee, ela voltou ao seu lugar de origem.


04 – Estátua de Bruce Lee na Chinatown de Los Angeles - A estátua de bronze com aproximadamente 2,5 metros de altura, feita por um escultor da província de Guangdong, na China, é a primeira e única de Bruce Lee existente nos Estados Unidos. O artista responsável provavelmente seria o mesmo que esculpiu a estátua de Hong Kong e a gigantesca obra fixada em Jun-an na China. Essa estátua, no entanto, lembra a de Mostar, na Bósnia e Hezegorvina, pela pose típica de Bruce Lee segurando um nunchaku com a mão direita e com o braço esquerdo estendido à frente em posição de guarda. Inicialmente a obra foi instalada provisoriamente em frente ao Central Plaza, no bairro chinês de Los Angeles, em 15 de junho de 2013. Mas ela não foi fixada permanentemente por falta de recursos (150 mil dólares) necessários para instalá-la de forma definitiva num pedestal de concreto e mais alguma obra de acesso ao seu redor. 

Estátua de Bruce Lee na Chinatown de Los Angeles

Los Angeles, na California, foi crucial para o desenvolvimento do mito Bruce Lee
A estátua veio para os EUA desde o final de 2009 e poderia ter sido instalada em 2010 no Centro de Recreação Alpine em Chinatown. A tentativa falhou devido a um desacordo no financiamento para a fixação da obra que ficou guardada em um depósito até 2013, quando foi exposta em 15 de junho e posteriormente em 20 de julho por ocasião dos 40 anos da morte do ícone das artes marciais e do Chinatown Summer Nights Festival que terminou em agosto. Bruce Lee ao exercer sua cidadania americana, morou em Seattle, no estado de Washington onde abriu, em 1963, seu primeiro local de treinamento chamado Instituto Jun Fan Gung Fu (onde ensinava Wing Chun Kung Fu) e tendo Jesse Glover e Taky Kimura como dois de seus primeiros alunos e parceiros; mudou-se para Oakland  (em 1964) onde abriu o segundo Instituto Jun Fan Gung Fu (e começou a desenvolver os conceitos de um estilo próprio - com base no Wing Chun mas com adaptações de outros estilos de Kung Fu - que ainda denominava Jung Fan Gung Fu) onde fez uma parceira importante com James Yimm Lee que lhe cedeu a propria casa e lhe auxiliava no comando da academia; e finalmente para Los Angeles, em 1967, onde reabre o instituto pela terceira vez, tendo Dan Inosanto como seu auxiliar e amigo. Na verdade era uma academia restrita já ensinando os conceitos revolucionários do Jeet Kune Do (com técnicas de boxe, esgrima, savate, kung fu, judô, etc.), onde Lee também dava aulas particulares a alguns artistas de Hollywood como James Coburn, Steve McQueen, James Garner e o roteirista Stirling Silliphant. A Chinatown de Los Angeles foi mais importante para a ascensão profissional de Lee como ator e artista marcial, daí a importância de um monumento em sua homenagem no bairro chinês. Os fãs esperam que a quantia suficiente ainda possa ser arrecadada por meio de doações para que finalmente o monumento ao Rei do Kung Fu possa ser fixado e exibido com segurança no bairro chinês de Los Angeles.


05 – Estátuas de Bruce Lee em Shangai, na China – Essas 150 estátuas vermelhas de cerâmica removíveis, trazem imagens de Bruce Lee aplicando o chute lateral na altura da cabeça, sendo que em cada pé suspenso está equilibrada uma réplica de um edifício famoso de várias partes do mundo, como  “O Ninho do Pássaro” ou Estádio Nacional de Pequim; o Arco do Triunfo, de Paris; o Opera House, de Sidney, na Austrália; a Guggenheim Art Galery, de Manhattan; o Museu Britânico de Londres; o Burj Hotel, de Dubai; o atual prédio do World Trade Center, de Nova York, pós 11/09, entre outros. Para os que não entenderam a idéia da exposição, o artista responsável pelas esculturas afirma que Bruce Lee não está chutando os mini-monumentos, mas apenas sustentando-os. As figuras foram exibidas em agosto de 2010 no World Expo Park, de Shangai, no leste da China.  A exposição foi denominada “1506 Anos da Cidade Criativa”, fez parte da exposição do Pavilion of Future na Urban Best Practices Area combinando o kung fu com elementos de cerâmica. A idéia foi do artista chinês Shu Yong, vencedor do prêmio de carreira na Bienal de Florença em 2007. Suas exposições geralmente combinam esculturas com vídeo e performance artística. 

Bruce Lee e suas oito pernas mágicas

Os principais monumentos do mundo sustentados pelas pernas de Bruce Lee
Cinquenta das estátuas de 2 metros de altura com seus mini-monumentos foram feitas de cerâmica ao modo tradicional de Foshan e, as outras cem, de aço inoxidável e cerâmica originária da cidade que é reconhecida internacionalmente como um dos principais berços da cerâmica chinesa e que já representou 1/4 de toda área produtiva de cerâmica do mundo. Foshan também é conhecida por fazer parte das vidas dos lendários mestres de Kung Fu, Wong Fei-Hung (um herói nacional), Yip Man (mestre de Bruce Lee) e o próprio Lee, que teve seu avô paterno residindo em Foshan. A idéia era associar os monumentos internacionais sustentados pelos pés da figura mítica de Bruce Lee (representando também os outros dois mestres), o Kung Fu e a história dos 1.506 anos dos primeiros fornos que originaram a famosa cerâmica de Foshan para uma integração das diversas culturas. Os chutes demonstrados pela estátuas, foram chamados de “pés sem sombras de Foshan”, pelo fato de Bruce Lee desferir seus chutes com tamanha rapidez que não se percebia nem a sombra. Além das 150 estátuas com as miniaturas dos monumentos, há uma curiosa chamada “Os Oito Chutes de Bruce Lee”, onde se mostra o mestre do Kung Fu desferindo oito dos seus famosos golpes de pé ao mesmo tempo. Dizem que a intenção de Shu Yong seria fazer 1.506 estátuas, uma para cada ano de Foshan e seus milenares fornos de cerâmica.



06 – Estátua de Bruce Lee no museu de Hong Kong -  Essa estátua de bronze de Bruce Lee foi exibida na exposição "Kung Fu, Art, Life" no Heritage Museum em Hong Kong em 20 de julho de 2013, por ocasião do 40º  aniversário da morte de Bruce Lee. O evento contou com a presença  ilustre da filha do Pequeno Dragão, Shannon Lee. 


Cenários recriados dos filmes de Lee no museu de Hong Kong


Shannon Lee, filha de Bruce, exibe as galerias de fotos e cartazes sobre Bruce no museu de Hong Kong
A obra mostra Bruce Lee aplicando o seu famoso chute lateral. O museu de Hong Kong também ofereceu aos fãs galerias com fotos e painéis ilustrando as diversas fases da vida de Bruce Lee, a partir da sua infância e adolescência em Hong Kong; para a sua passagem pelos Estados Unidos onde reconheceu sua cidadania norte-americana e se firmou como artista marcial; e sua volta para Hong Kong onde se impôs como a estrela maior dos filmes de artes marciais. Foram expostos também objetos como nunchakus, luvas, sacos de pancadas e vestimentas usados em seus filmes e treinamentos particulares, como também foram reproduzidos cenários de seus filmes, como a sala de espelhos de Enter the Dragon (Operação Dragão de 1973) e as escadarias do pagode de The Game of Death (O Jogo da Morte de 1978).


07 – Figuras de Cera no Madame Tussauds Museum de Hong Kong – A sede principal do museu (com figuras de cera) de Madame Tussaud está localizada em Londres. Existem outras filiais em diversas partes do mundo, como em Nova York, Washington D. C., Las Vegas, Hollywood, Berlim, Amsterdan, Hong Kong, Shangai, Sydney, Viena, Bangkok e Tóquio. Maria Tussaud (1761-1850) nasceu na França e aprendeu a arte de modelação de cera com Dr. Philippe Curtius e mudou-se para a Inglaterra em 1835. Suas técnicas convencionais ainda são utilizadas para criar figuras de cera com surpreendente realeza. 

Figura de cêra de Bruce Lee, em tamanho natural, no Madame Tussauds

Bruce Lee e o chute lateral em salto como em Fists of Fury (A Fúria do Dragão)
A primeira figura de cera de Bruce Lee na sua tipica posição de combate foi exposta na filial de Hong Kong em julho de 2010, com a presença de Shannon Lee. Ainda nesse ano de 2014 foi apresentada uma nova figura de Bruce Lee executando o chute lateral em salto, novamente com a presença de Shannon Lee prestigiando o evento.


Por Eumário J. Teixeira

20 de set. de 2014

ELEIÇÕES 2014: SOBERANIA NACIONAL, VALORES CRISTÃOS, ORDEM E PROGRESSO, JÁ!


Estamos em plena campanha eleitoral para presidente da república, senadores e deputados federais e estaduais e os senhores candidatos que cobiçam tais cargos ainda não se manifestaram sobre pontos cruciais e deveras importantes que deveriam ser discutidos obrigatoriamente atualmente tanto pela esquerda quanto pela direita partidária, ou, como quiser, entre governo e oposição. Mas...espere um momento, a sensação é que não temos uma oposição representativa entre os candidatos, um partido que seja de origem de extrema direita ou anti-esquerda, contrária ao socialismo, ao comunismo e sindicalismo corrupto e radical, à Anarquia dos “black blocs”, ou contra aqueles que dizem defender o meio ambiente, os animais, a mãe-terra e a Nova Era, e que proclamam que são diversos os caminhos que levam a Deus (no caso, o deus deles) e que ao mesmo tempo apóiam a liberação do aborto, a Liberação do Consumo de Drogas, a criminalização da homofobia, etc. Os candidatos de “linha tradicional cristã” que estão na disputa, ainda que tenham tempo insuficiente para expor seus planos de governo em relação aos três mais fortes e principais concorrentes aos cargos eletivos na propaganda eleitoral, 

têm um tempo justo para se manifestar nos debates televisivos em rede nacional de TV. Mas os senhores candidatos de direita visivelmente mal preparados e alguns mal intencionados se omitem em relação a certos assuntos de fundamental relevância para o futuro de nosso país como: o Foro de São Paulo e sua intenção de “cubanizar” toda a América do Sul; a aprovação do Decreto 8.243 durante a Copa do Mundo que anulou nossa constituição e implantou um governo paralelo; a Erotização e Corrupção na Educação Infantil pelas Escolas Públicas com Apostilas Sugestivas à Sexualidade e ao Consumo de Drogas; a Perda da Soberania do Território Nacional e as Demarcações Indígenas arbitrárias, duvidosas e independentes Raposa Terra do Sol e Yanomami; a cobiça das ONGs de Nações Estrangeiras (espalhadas pelos territórios indígenas) pelos Minérios em nosso rico subsolo, pela nossa Bio-diversidade e reservas de Água potável ainda não explorados; a Invasão do Espaço Aéreo Nacional por aviões não identificados que pulverizam Rastros Químicos por todo o país alterando claramente nosso clima provocando esse Efeito Estufa e prejudicando a cultura agrícola em diversos estados; o Sucateamento das Forças Armadas; e outros assuntos polêmicos que sequer são citados. Mas não se enganem, se Dilma representa a tese a ser combatida, saibam que Aécio é a antítese que não convence, e o pior que a  solução para muitos enganados, inclusive para muitos que defendem os valores cristãos, é que Marina, que chegou nessa condição privilegiada favorecida pela brutal (e agora suspeita) morte de Eduardo Campos, é a síntese, ou a solução, um meio-termo que agradaria a todos. Que Deus nos ajude. Mas precisamos nos inspirar e ter esperança, e por falar nisso, existiu um nacionalista brasileiro que, mesmo pressionado pelas idéias de globalização mundial, defendeu com unhas e dentes por toda a sua vida a soberania e autonomia de nosso país e em relação aos colonizadores e opressores mundiais. Estou falando do Físico: José Walter Bautista Vidal, infelizmente morto em 1º de junho de 2013, aos 78 anos.

O nacionalista Bautista Vidal, defensor da soberania nacional
O baiano Bautista Vidal era engenheiro com pós-graduação em física, professor das Universidades Federais da Bahia e Brasília e Estadual de Campinas, foi primeiro Secretário de Estado de Ciências e Tecnologia do Brasil nos Governos de Ernesto Geisel e José Sarney, dentre outras funções relativas à sua especialidade. Vidal foi o principal responsável pela implantação do Programa Nacional do Álcool (Pró-Álcool) em 1975 e do Motor a Álcool, além de exercer também as funções de jornalista e escritor de mais de 12  livros,  se destacando as  obras De Estado Servil à Nação Soberana; Soberania e Dignidade, Raízes de Sobrevivência; e O Esfacelamento da Nação.
Vidal foi um visionário, um apaixonado pelo Brasil e suas riquezas naturais. Ele afirmava que o nosso Brasil seria “a Arábia Saudita do mundo” porque seríamos no futuro o principal fornecedor de energia para o planeta após o colapso dos combustíveis fósseis. Sua afirmação se baseava pelo simples fato que nosso país continental recebe diretamente do sol a maior fração de energia irradiada do astro-rei, graças à nossa localização estratégica na linha dos trópicos. Assim, com o inevitável esgotamento do combustível fóssil ou petróleo, teríamos o privilégio de explorarmos toda essa energia solar que nos é oferecida por Deus e que é rara nos países de primeiro mundo que sempre dependeram do petróleo para se manterem. O sol favorece a nossa biodiversidade, principalmente na Amazônia onde dispomos de uma infinidade de “remédios” naturais ainda não explorados ou ainda não identificados para pesquisas e desenvolvimento para nossa medicina que poderá ser de incalculável benefício para a população brasileira e para o mundo. Vidal declarava que nós dispomos do petróleo verde em abundância, uma fonte de energia inesgotável e renovável como o álcool e os óleos vegetais enquanto o sol brilhar.
Vidal sempre se referia à questão do Aquífero Guarani, o maior manancial de água doce do mundo, situado no centro-leste da América do Sul e compreendendo os estados brasileiros de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, se estendendo além das fronteiras do Paraguai, Uruguai e Argentina. Na verdade um potencial exorbitante de água potável no subsolo ainda não explorado. E nesses dias de seca no Sudeste, o assunto não poderia ficar fora da pauta dos candidatos, não?!?

Capa do livro do Gen. Carlos Mattos denunciando a farsa Ianomami
O que falar então do absurdo das demarcações arbitrárias dos territórios indígenas Raposa Serra do Sol e Yanomami em Roraima? O que se esconde por trás disso? Quantos produtores rurais, aliás, produtores de Arroz  responsáveis por boa parte do abastecimento do país com essa cultura sendo expulsos de terras que possuíam há 30 ou 40 anos por uma indenização irrisória ou um pedaço de terra improdutivo bem longe dos territórios indígenas, que agora se declaram independentes do território nacional e abrem as pernas para as “ongs” estrangeiras que dizem estar preocupadas com o bem estar do índio? A verdade é que as comunidades indígenas foram reunidas justamente em territórios estrategicamente ricos em minérios, como ouro, nióbio (e terras raras), urânio, estanho, manganês, diamante, alumínio e até mesmo petróleo em abundância e gás natural. E os “gringos” estão ali para ajudar os pobres e inocentes indígenas a administrar suas nações agora independentes do território brasileiro!
O nióbio é parece ser a "bola da vez" para os gringos, o Brasil tem a maior reserva do mundo deste metal que é altamente resistente à corrosão, um elemento supercondutor, que é usado principalmente na produção de ligas de aço super-resistentes, com aplicações na construção civil, indústria mecânica, aeroespacial, naval, automobilística  e nuclear, e que cedemos aos estrangeiros à preço de banana.

Toda a riqueza que os gringos querem nos tomar apenas em Roraima
O tempo está passando e a impressão que dá é que o governo não tem a mínima intenção de explorar nossas riquezas naturais para o nosso próprio benefício, progresso e independência. Mas será que não o faz pela intenção de preservar a cultura indígena  e o meio-ambiente? Preservar, mas na verdade, para quem?!? Para os comunas cubanos, soviéticos e chineses, ou para os imperialistas norte-americanos e ingleses?
Tem representante cristão defendendo a tese de que o índio deve permanecer aculturado e isolado no seu território, o que é contraditório, pois a Palavra diz que devemos levar o Evangelho à todos os perdidos, e evangelizar é socializar, educar, capacitar e consequentemente  integrar o índio à sociedade civilizada cristã para que ele tenha os mesmos benefícios e oportunidades de um cidadão brasileiro comum.
O nosso futuro está nas mãos de Deus, mas temos que fazer nossa parte, temos que ter a iniciativa de lutar pelo que queremos, pelos valores que prezamos, pelo que deixaremos para nossos filhos e netos. Se deixarmos  que as idéias socialistas e comunistas dominarem nossas mentes será o fim para todos nós, podem esperar pelo pior, perderemos a soberania nacional, nossa identidade, seremos invadidos, colonizados e escravizados.

Airton Senna, nos anos de 1980, garoto propaganda do pró-álcool, éramos felizes e não sabíamos

Bautista Vidal e Urbano Ernesto Stumpf (1916-1998) desenvolveram com o apoio do governo o Pró-Álcool e consequentemente o motor a álcool para automóveis a partir 1975, que se manteve com sucesso até 1986, quando das quedas dos barris de petróleo,  até então parecia que tínhamos nos livrado da dependência do petróleo e ainda teríamos autonomia para abastecer o mundo civilizado com uma alternativa limpa de combustível, mas “forças misteriosas”, para não dizer corporativas, fizeram com que a política do pró-álcool fosse desacreditada e desmoralizada com o passar dos anos. Nossa frota de carros à álcool chegou a superar em muito a dos automóveis movidos a gasolina.
Vidal afirmou algo parecido em uma de suas famosas palestras: “a realidade é que hoje eles (os países de 1º mundo) é que precisam e dependem de nós, pois temos toda essa riqueza natural em nosso território dado por Deus e que nos faz soberanos” e “Deus realmente deve ser brasileiro por isso, mas nós temos que fazer nossa parte e defender o que é nosso”. E não esquecendo, o governo deve conceder às Forças Armadas, além da autonomia e dignidade, o que tem de mais moderno em termos de armamento e equipamento tecnológico para monitorar e defender as nossas fronteiras, sejam na terra, céu ou mar. O que falta na realidade, é vergonha na cara de nossos governantes e mais informação, educação e discernimento para nós, eleitores.


Alguns links essenciais para você se aprofundar nas questões citadas dessa postagem:


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Por Eumário J. Teixeira.