3 de ago de 2012

METROPOLIS DE FRITZ LANG – UM FILME DA ELITE PARA A ELITE

Metropolis - O simbolismo explícito e satânico do filme de Fritz Lang
Um filme impressionante e de tema atualíssimo é Metropolis, do cineasta e expressionista alemão Fritz Lang lançado em 1927. 

É considerado por muitos como o primeiro filme de ficção científica realizado, com muitos elementos proféticos e referências bíblicas, mas que também traz uma mensagem oculta sombria já em meados da década de 1920. A película alemã, uma obra de arte sem precedentes da indústria cinematográfica mundial para a época, confirma o que hoje muitos já sabem e discernem graças à rapidez da troca de informações proporcionada pela internet; ou seja, o filme informa aos “que entendem” toda a sua simbologia, que o plano inicial de Ninrode de um só povo, uma só língua e um único governo mundial centralizado na sua Torre de Babel, continua. É sabido que Deus acabou com a farra de Ninrode gerando confusão de línguas entre os construtores (Gênesis 11.1-9); pois logo após o grande dilúvio, a humanidade voltando a povoar a Terra deveria se dispersar e habitar todo o planeta. Mas Ninrode já possuído pelo espírito de revolta comanda os homens na planície de Sinar e edifica a Torre de Babel com o objetivo de “alcançar os céus” e provavelmente escapar de outro dilúvio imposto pela Ira divina. Foi a primeira tentativa de um governo único e mundial que exaltava a capacidade humana de realizar grandes obras independentemente da vontade do Criador. Mas Deus os fez parar com a obra ostentosa tirando-lhes o entendimento e eles se espalharam frustrados pela Terra. Mas os revoltosos dispersados não desistiram, as línguas diferentes apenas teriam adiado sua meta, eis aí a importância do surgimento do simbolismo presente em todas as irmandades secretas espalhadas pelo mundo que os ajudam a se reconhecerem em qualquer parte do globo e a partilhar seguramente suas mensagens ocultas. O filme Metropolis trata de uma realidade existente não alcançada por Ninrode e também fornece algumas pistas falsas, como a princípio, uma analogia à intervenção de Jesus Cristo como mediador entre Deus e a humanidade corrompida. Na verdade a intenção é comunicar aos conspiradores sobre a expectativa da chegada do anticristo que virá como lobo em pele de cordeiro e amansará o povo com suas falsas promessas de paz e prosperidade em favor de uma elite satanista que lhe preparou caminho e que desfrutará dos prazeres mundanos graças à exploração do povo escravizado pelo sistema 666 (do anticristo) e da Nova Ordem Mundial que será imposto.

O Filme Tudo acontece no século XXI, ano 2026, onde existe duas classes distintas e que convivem separadamente, a dos pensadores (governantes ou elite) e as dos trabalhadores (escravos e “robôs” sem vontade própria). 
A classe operária dos subterrâneos sem vontade própria
A Nova Ordem Mundial já é realidade em Metropolis, a elite vive suspensa nos jardins na superfície onde gozam uma vida de luxo e prazeres; a classe operária vive nos subterrâneos em seus prédios (semelhantes a pombais) e trabalham nas máquinas mais abaixo nas profundezas, um inferno altamente monitorado (como atualmente já experimentamos as câmaras por todo lado). É assustador pensar que essa idéia de monitoramento tecnológico, já era imaginada numa época em que não havia recursos para isso. Em um país livre e democrático nunca poderia ser aceito a monitoração de cidadãos livres, mas com o advento dos atentados terroristas pelo mundo e o índice de criminalidade e insatisfação sociais (também provocados) cada vez mais altos, se formou uma situação tão tensa, que até mesmo o cidadão democrata mais convicto abriu mão de sua privacidade em troca de uma suposta garantia de segurança. De volta ao filme, os trabalhadores abaixo da superfície da terra se vestem igualmente, andam em sincronia e cabisbaixos, são mentalmente desgastados e resignados com seu destino. São mansos como um bando de cordeiros e são tocados como gado. Eles mantêm uma máquina monstruosa em funcionamento através de tarefas repetitivas e desumanas. 
A máquina comparada à Baal
Essa máquina, através de uma visão do “mediador”, é comparada à Moloch (Baal, o Touro do Sol), um antigo deus semita que era adorado e exigia sacrifícios humanos; as vítimas eram atiradas ao fogo pelo ventre da enorme imagem do deus em forma de touro. No filme, enquanto os operários “se matam” num trabalho escravo e repetitivo sem exigências intelectuais, os pensadores e governantes se deleitam na mordomia dos jardins da superfície, numa clara referência aos jardins da Babilônia. Muitos nem tem consciência de que todo aquele prazer só desfrutado graças ao sacrifício dos escravos subterrâneos. Aí está outro simbolismo evidente, o da dualidade, baseado na máxima hermética “Tanto Acima, Quanto Abaixo”, representado na estrela de cinco pontas de Salomão (adorado e considerado pelos maçons) que evidencia que as classes distintas existem em dependência uma da outra, num equilíbrio perfeito. 
Metropolis iluminada e a Torre de Babel ao centro
Metropolis foi idealizada e é governada pelo empresário milionário Joh Frederson, que se assemelha ao deus gnóstico Demiurgo, criador do mundo material, mas que a meu ver, poderia ser também uma alegoria à Satanás, o senhor deste mundo e que é adorado pelos Illuminati; e para os maçons Fredersen poderia representar GADU (Grande Arquiteto do Universo), que dá no mesmo. Seu filho, Freder, como um dirigente do mundo da superfície descobre por acaso a realidade dos trabalhadores nas profundezas. Compadecido com a situação se infiltra entre os operários como um simples trabalhador. A princípio, Freder seria uma referência a Jesus Cristo que desce dos céus com uma mensagem de esperança e salvação aos homens. De imediato ele se apaixona por Maria, uma mulher santa e importante para a comunidade operária. Maria é uma profeta da classe oprimida e anuncia que virá um mediador entre a cabeça (os pensadores) e as mãos (operários), que é justamente Freder. 
Maria profetisa a vinda do mediador
Maria anunciando o mediador representaria a mãe geradora de Jesus Cristo, o Filho de Deus? Em um de  seus sermões, Maria cita a história da Torre de Babel, onde estaria escrito: “Grande é o mundo e seu Criador! E grande é o Homem!” Outra referência ao ocultismo onde se ensina que os homens têm o potencial de se tornarem deuses através da iluminação, ou seja, sabedoria humana. Confirmando assim a relação estreita entre a maçonaria, Ninrode e a Torre de Babel. Maria ainda diz: “Um hino de louvor do homem se tornou maldição a outro homem”, ou seja, o monumento de louvar a grandeza do espírito humano foi construído com o sangue e o suor dos trabalhadores que não sabiam nada da grande visão do construtor, ou do pensador. Entendendo que os operários planejam uma revolta com a chegada do “messias”, Joh Fredersen recorre ao cientista, inventor e conselheiro, Rotwang, que parece conhecer também os segredos do ocultismo. Na porta da casa do cientista tem um desenho de um pentagrama, que é uma referência clara ao conhecimento oculto ou à maçonaria, e que também poderia servir como uma identificação para outros membros de sua irmandade mística não acessível aos mortais comuns. O mago Rotwang revela a Fredersen sua mais recente criação, um andróide, que ele diz ser o “homem do futuro”, e que tem a capacidade de se transformar à semelhança de qualquer pessoa, sendo impossível para qualquer um distingui-lo de um ser humano. Uma clara alusão ao transhumanismo. 
O robõ assume a forma de Maria
Rotwang, a pedido de Fredersen, captura Maria e dá ao robô sua imagem e o infiltra (Maria-robô) no meio dos operários no subterrâneo com o intuito de promover a confusão e a corrupção seduzindo-os, tirando-lhes assim toda esperança. O andróide se levanta do seu trono onde ao fundo se vê um enorme pentagrama invertido (simbolismo satânico) na parede e recebe a ordem de Rotwang: “Eu quero que você vá às profundezas, a fim de destruir o trabalho da mulher, de cuja imagem você foi criada”. A Maria-robô simplesmente responde fechando um olho e sorrindo diabolicamente, uma alusão ao simbolismo ocultista do “olho que tudo vê” da pirâmide maçônica inacabada claramente representada, como na nota de um dólar. O andróide em seguida vai para o clube Yoshiwara, freqüentado por homens da elite, onde dança sensualmente incorporando a imagem da cidade da Babilônia, a grande prostituta do Apocalipse sendo sustentada pelos sete pecados capitais. 
Maria robô, representa a sedução da Babilônia
Sua atuação erótica leva aos dirigentes governantes à intolerância, inveja, luxúria e idolatria, fazendo-os mergulhar no poço sem fim do pecado. A seguir Maria-robô parte para agir entre os trabalhadores onde atua como “agente provocador”, incentivando-os à rebeldia contra Joh Fredersen e seu império, que assim teria motivos para usar toda força repressora contra eles. Uma fórmula mágica usada pelos governantes ocultos, provocar uma situação de pânico que desencadeará uma reação revoltosa e que por sua vez obrigará a uma solução não popular, mas necessária para a manutenção da ordem social que deve ser restabelecida às custas de um alto sacrifício (ver ataque ao World Trade Center). Finalmente o chefe dos operários intervém e junto aos colegas percebem que foram induzidos ao erro pela Maria-robô, que é considerada uma bruxa e é queimada na fogueira. Em seguida Freder, o filho do governante de Metropolis, surge finalmente como mediador entre seu pai e o chefe dos operários, fazendo os dois apertarem as mãos num acordo. 
O mediador entre a cabeça e o coração sela a "paz"
E no final aparentemente feliz, aparece na tela a legenda: “O mediador entre a cabeça e as mãos deve ser o coração”. Uma evidente solução para o problema da elite governante, para manter as massas sob o controle, ganhar os corações deles através do mediador, que é hoje em dia representado pela mídia. Os meios de comunicação contemporâneos controlados pelo governo elitista, fazem com que os trabalhadores se mantenham “dopados” com seus ídolos da música, esportes, talk show, big brother, jornalismo, igreja, etc., que lhes dizem o que devem se vestir, o que devem comer, o que devem assistir, o que devem ler, o que devem pensar e como devem agir. A mensagem explícita deles é esta: “continuem mansos e ignorantes, continuem achando que são donos dos seus narizes enquanto nós estamos no controle de tudo, continuem absorvendo o lixo que nós lhe empurramos pela garganta até apodrecerem por dentro; se ocupem com o seu trabalho e com o consumismo desenfreado e não percam tempo com seu Deus e Sua promessa de salvação.” Toda indústria do entretenimento já é controlada pelos governantes da nossa Metropolis chamada Terra. 
Maria robô e a simbologia do "olho que tudo vê" ou olho de Hórus
Já vemos todos os Maria-robôs de hoje cada vez mais efêmeros e se multiplicando, fazendo apologia descarada em seus vídeos e shows aos seus criadores, os governantes ocultos e expondo sua simbologia maligna para os seus fãs já controlados. Finalizando, a idéia do filme Metropolis representa o que a Nova Ordem Mundial almeja: o controle total e definitivo das massas alienadas em prol da segurança e bem estar da elite governante que serve ao “senhor deste mundo” e ao anticristo e que em breve será anunciado.
Capa do filme Metropolis (1927) restaurado para DVD
Nota: Se quiser conferir e avaliar o filme “Metropolis” de Fritz Lang, o youtube disponibiliza uma versão legendada em espanhol para download.

No link abaixo uma amostra do filme:
http://youtu.be/W-UOm4Ahq5U

Por Eumário J. Teixeira.

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