1 de abr de 2012

SUPERMAN E A ANALOGIA COM JESUS CRISTO


Não é novidade que o homem historicamente sempre teve a necessidade de inventar ou mesmo forjar heróis e mártires como forma de manipulação para se alcançar um objetivo social ou político, ou ainda num contexto religioso para buscar entender o propósito da própria vida. Daí a necessidade de se criar mitos e lendas. Dizem alguns que os heróis são necessários para o ser humano prosseguir acreditando em si mesmo e em dias melhores para o mundo apesar da história da humanidade ser fortemente pautada pela maldade, rebeldia e egocentrismo.
É comum termos adorado de alguma maneira um herói ou um ídolo nas diversas fases da nossa vida. Quantos de nós não adoramos um irmão mais velho, um tio bacana, ou nosso próprio pai, que de certa forma para nós se tornaram um padrão a ser seguido ou copiado. Poderíamos também ter idolatrado o professor de história politizado, aquele jogador de futebol do nosso time preferido, aquele ator de filmes de ação, o político jovem e inovador ou mesmo aquele pastor carismático.
Nossa carência é notoriamente absurda e a nossa insegurança em relação ao que realmente somos, de onde viemos e para onde vamos, nos leva a seguir mitos criados por nós mesmos para que possamos preencher o enorme vazio que existe em nosso interior. Assim temos a nossa disposição e oferecida pela mídia nas suas múltiplas facetas, uma infinita galeria de ídolos para regarmos e cultuarmos para o resto de nossas vidas miseráveis, enquanto muitos ainda lucram em cima desta idolatria desenfreada.
O mais incrível é que o único e autêntico “super-herói” que merecia ser adorado pela humanidade passou pela Terra há mais de 2.000 anos. Ele era e é dono de um caráter perfeito e irrepreensível, sendo que jamais cometeu um único pecado em sua vida. Ele também operava milagres por onde passava e distribuía amor e esperança como nunca antes fora feito, curando multidões de males físicos e espirituais. Ele nos amava de tal forma que se sacrificou para nos salvar do cálice da ira de Deus; mas ressuscitou e está hoje à direita do Pai e em breve retornará com toda sua glória e poder, derrotará definitivamente o mal e acolherá a todos que honraram Seu nome.
Ele é Jesus Cristo, o Deus encarnado, que para muitos incrédulos não fez o suficiente para ser adorado pela sua própria criação. O Senhor, o pão da vida, que nos concede o ar que respiramos e ainda nos permite blasfemar contra Ele mesmo. Sua misericórdia emana através da ação do Espírito Santo de Deus impedindo que Satanás caia fulminantemente sobre toda humanidade e subtraia o máximo possível de almas para o inferno. Diga-me então se há outro para adorar, alguém que seja mais merecedor de veneração do que Ele, o próprio Deus criador de todas as coisas, a luz do mundo.
Entretanto, uma dupla norte-americana de origem judaica entrou na corrida para tentar substituir o Verbo Encarnado criando um personagem quase tão popular quanto Jesus Cristo. É uma blasfêmia, mas não está longe da verdade, por mais assustadora que seja. Mas o pior de tudo isso foi que os jovens artistas parodiaram a vida do próprio Jesus Cristo para criar o super-herói.
Estou me referindo a ele mesmo..., não, não é um pássaro, não é um avião, é o Superman! Isso mesmo, aquele que caiu na Terra como uma estrela cadente, tal como o anjo que foi expulso do céu, uma criança super-dotada enviada pelo próprio pai com destino e missão definidos: salvar o planeta Terra da tirania criminosa e assumir, digamos, um cargo de xerife universal, uma posição sustentada pelos seus super-poderes com os quais realizará muitos pródigos e milagres..., assim como fará o anti-cristo.
O personagem Superman subliminarmente projeta um desejo coletivo para o surgimento de um governante mundial que deverá em breve resolver todos os conflitos internacionais e estabelecer uma nova ordem mundial. Seu número de identificação? 666, o número da besta!


Jerry Siegel
Superman e a analogia com Jesus Cristo – O escritor Jerome (Jerry) Siegel (1914-1996) e o desenhista Joseph (Joe) Shuster ( * - 1992), ambos de origem judaica, criaram o Superman para ser uma espécie de herói mitológico judeu no início dos anos de 1930, talvez como resposta à ascensão do nazismo que já perseguia o povo judeu na Europa. Para se ter uma idéia, Jerry Siegel é mencionado no livro Jewish 100 (100 Judeus) com um dos mais importantes judeus de todos os tempos, sendo classificado entre nomes como Moisés, Henry Kissinger e Steven Spielberg.
Daniel Schifrin da Federação Nacional para Cultura Judaica nos EUA em entrevista para o jornal Jerusalém Post disse: “Quanto mais velho eu fico, mais eu vejo que existe algo profundamente judeu no Superman, que ele é um de nós. Como Clark Kent (a identidade secreta do Superman) nós temos sido judeus diasporados por muito tempo, sendo visto como tímidos e estudiosos, quando muito guerreiros hebreus bárbaros fazendo a obra de Deus.”
Mas há judeus e judeus, e nenhum judeu ortodoxo fiel seguidor do Torá aceitaria uma comparação entre Superman e Jesus Cristo, mesmo porque eles ainda esperam pelo messias e Jesus Cristo (para eles) teria sido apenas mais um profeta e não o libertador do povo judeu. Alguns por serem de origem judaica dizem o que bem entendem e não podem ser tão considerados, já que entre os próprios judeus há uma divisão entre os sionistas, banqueiros poderosos espalhados pelo mundo e os não-sionistas, que são os religiosos ortodoxos resignados à sua condição de sem pátria imposta por Deus como punição, até a volta do messias judaico.
Então me parece que a criação de Siegel e Shuster não me parece alguma homenagem ao Senhor Jesus Cristo, e sim uma paródia em tom de deboche da vida do Deus Encarnado, que finalmente será reconhecido pelos próprios judeus assim que o anti-cristo for desmascarado ao tentar usurpar o trono do Senhor no templo de Jerusalém, reconstruído pela terceira vez.

Christopher Reeve, Superman apenas nas Telas
O filme – O filme Superman (Super-homem) foi lançado mundialmente em 1978 com o ator (já falecido) Christopher Reeve no papel do super-herói. No nome do ator, que era um ilustre desconhecido na época, uma coincidência: Cristopher é um anagrama a Cristo. O filme rendeu 80 milhões de dólares, uma estrondosa arrecadação naquele ano. O roteiro ficou por conta de Mario Puzo (do filme O Poderoso Chefão) e David Newman (da série de TV Shena).
Seguindo de certa forma a criação original de Siegel e Shuster, a história se inicia no planeta Krypton que está prestes a se desintegrar. Antes, três terríveis criminosos (anjos rebeldes?) são julgados e condenados por um Conselho de Anciões e são confinados numa zona fantasma fora do planeta. O pai do Superman, Jor-El (Deus?), é o principal acusador. Pode existir também uma relação aí com a trindade do mal, citada no Apocalipse de João: o dragão, a besta e o falso profeta.
Kal-El, o Superman ainda bebê, é lançado por uma cápsula espacial (com formato de estrela) em direção à Terra pelos pais antes do final trágico do planeta Krypton. A analogia à Santa Trindade é formada em Jor-El, o pai (Deus); a mãe (Maria); e o filho Kal-El (Jesus).
Marlon Brando (Deus) e o Superman (Jesus) ?!?
Um detalhe interessante é que “El”em hebraico significa Deus. Daí os nomes Jor-El e Kal-El.
Na despedida de seu filho Jor-El diz: “Nós nunca te deixaremos...Tudo que tenho, te dou em herança, meu filho...Me levará dentro de ti todos os dias de tua vida...O filho se torna o pai...e o pai o filho.” Palavras similares à frases bíblicas.
A cápsula com Kal-El corta o céu do planeta Terra como uma estrela cadente (estrela de Belém?), que é vista e acompanhada pelo casal de fazendeiros terrestres (José e Maria?) que viria acolher e criar o Superman até que este na idade madura tivesse consciência de sua missão no planeta.
Uma das características de Jesus Cristo era a sua dependência do Pai, a quem sempre recorria em oração antes de agir. No filme Kal-El se retirava para a distante “fortaleza da solidão” para manter contato com seu pai morto através de uns tubos de cristais que continham mensagens holográficas com respostas e conselhos para qualquer situação (Jesus se isolava para orar ao Pai). Através desses cristais Kal-El soube de sua origem e destino.
Após a morte de seu pai adotivo, Clark Kent (Kal-El) parte para Metropólis para trabalhar como jornalista. Lá começa a se manifestar como Superman e ganha um arqui-inimigo, Lex Luthor (analogia a Satanás) que se refugia nos subterrâneos do metrô (inferno?) e que inicialmente lhe oferece uma parceria no crime e todo o poder na Terra (tal como Jesus fora tentado no deserto).
Ao recusar a parceria com Luthor, o Superman é combatido ferozmente pelo vilão até ser capturado e aprisionado graças às pedras verdes oriundas do planeta Kripton que o enfraqueciam e anulavam seus poderes.
Após ser libertado do cativeiro e de uma morte aparente, Superman parte para a batalha derradeira (o Amargedon?). Neste percurso opera um grande milagre trazendo de volta à vida, a amiga jornalista Lois Lane, ao fazer a Terra girar ao contrário provocando a volta do tempo (só um deus mesmo para fazê-lo). Por fim, acaba enfrentando a trindade maléfica condenada por seu pai em Krypton e que foi acidentalmente libertada pela explosão de uma bomba nuclear (terrorista) lançada ao espaço pelo próprio Superman. No final ele triunfa sobre todos os inimigos e a Terra finalmente tem seus momentos de paz com seu “salvador” sempre de prontidão.


A maldição do Superman – Alguns atores ficaram marcados por interpretarem o Superman nas telas. A maioria deles não conseguiu outros papéis de destaque no cinema ou televisão, pois ficaram estigmatizados como “aquele que fez o Superman” não conseguindo se livrar do fantasma do personagem. O primeiro a interpretar Superman para as telas foi Kirk Allyn (19l0-1999) através de quatro seriados com uma média de 15 episódios cada, nas matinês de domingo de 1948 a1950. Allyn morreu de causas naturais aos 89 anos. 
Kirk Allen, escapou da maldição
O próximo ator a interpretar o homem de aço foi George Reeves (George Keefer Brewer - 1914-1959) que encarnou o super-herói por mais tempo que o seu antecessor, mas numa série para a TV intitulada As Aventuras do Superman. A série com Reeves durou de 1952 a 1958. O sucesso foi significativo e era comum Reeves aparecer trajado como o Superman em hospitais para crianças com câncer e em outras entidades assistenciais. Após o término da série em 1958, Reeves não conseguiu nenhum papel de destaque e em junho de 1959 cometeu suicídio atirando em sua própria cabeça, segundo a versão oficial. Outra versão não oficial dizia que Reeves foi morto a mando de um grande executivo dos estúdios da Metro Goldwyn Mayer que teria descoberto um romance de anos entre sua esposa e o ator de Superman. Os jornais destacaram a tragédia como o suicídio de Superman e não de George Reeves, morto aos 45 anos.
Após a tragédia com George Reeves o cinema e a televisão ficaram sem uma nova versão do Superman por 20 anos. Até que em 1978 foi lançado Superman – O filme, com Cristopher D’Olier Reeve (1952-2004). Outro ator que tinha certo tempo de carreira, mas que era desconhecido para o grande público. As coincidências no nome deste são interessantes: o seu antecessor (George) tinha o mesmo sobrenome artístico de Reeve (acrescido do “s”) e o nome Christopher é derivado de Christ (ou Cristo). 
George Reeves, morte misteriosa
A versão com Reeve foi um enorme sucesso de bilheteria na época e ainda gerou seqüências em 1980, 1983 e 1987. Reeves com seu antecessor passou a ser considerado o próprio Superman e o ator passou a ter dificuldades em conseguir um outro papel significativo para interpretar no cinema e na TV. Até que em 27 de maio de 1995, praticando equitação, Reeve cai do cavalo num acidente que o tornou tetraplégico devido às fraturas ocorridas nas duas primeiras vértebras cervicais. Foi homenageado um ano depois na cerimônia do Oscar e partir daí passou a incentivar e a lutar pelas pesquisas com células-tronco que poderiam lhe trazer a cura da paralisia. Finalmente Reeve morreu em 10 de outubro de 2004 vítima de um infarto causado por uma infecção, aos 52 anos. A maldição do Superman voltava a assombrar.
Cristopher Reeve, acaba tetraplégico
Dean George Tanaka (Dean Cain), nascido em 1966, fez o Superman no seriado para a TV, Lois & Clark, de 1993 a 1997. O seriado tratava mais da relação entre Clark Kent e a jornalista Lois Lane do que das aventuras do super-herói. Assim, com pouca ação o seriado não fez tanto sucesso, sendo cancelado pela pouca audiência. Dean Cain ainda não conseguiu nenhum outro papel de expressão nas telas.
Brandon James Routh, nascido em 1979, foi o próximo da fila depois de Reeve, a interpretar o super-héroi para o cinema em “Superman, o Retorno” de 2006. Ao contrário de seus antecessores, o filme foi o primeiro trabalho de Routh como ator para os cinemas. O retorno do homem de aço teve uma boa repercussão e espera-se uma seqüência em breve. No final desse filme a jornalista Lois Lane começa a trabalhar num artigo sugestivo intitulado “Porque o mundo precisa do Superman”.
Brandon J. Routh, livre da maldição?!?
Superman nos quadrinhos – O primeiro desenhista do Superman foi Joe Shuster nos anos de 1930, aliás o alter-ego do homem de aço, Clark Kent, foi inspirado na figura do próprio Shuster e do ator comediante Harold Lloyd. A ironia é que em 1976 Joe Shuster já praticamente cego por causa de uma doença degenerativa foi internado num silo na Califórnia quase que no anonimato. Ele morreu em Los angeles em 1992.
Siegel em pé e Joe Shuster desenhando
O segundo desenhista de Superman que se destacou foi Wayne Boring (1905-1987) nos anos de1950. Ele é considerado por muitos o melhor de todos.
O terceiro artista que desenhou o Superman com sucesso foi Curt Swan (1920-1996) no final dos anos de 1960 e meados de 1970. Curt Swan geralmente fazia seus desenhos no lápis para ser finalizados na tinta por artistas como Murphy Anderson (*1926), seu melhor parceiro.
Outros como Neal Adams (*1941) e Ross Andru (1924-1993), ambos contando sempre com a arte final de Richard Joseph “Dick” Giordano (1932-2010), se destacaram nos anos de 1970 e 1980, produzindo clássicos dos quadrinhos como o confronto de Superman
Épico: Superman vs. Muhammad Ali
vs. Muhammad Ali e Superman vs. Homem Aranha, respectivamente. Outro clássico dos quadrinhos foi Batman, O cavaleiro das Trevas, de 1986, desenhado por Frank Miller (*1957), onde um Batman aposentado e revoltado retorna para combater clandestinamente uma onda de crimes que gerou o caos nas ruas de Gotham City, até que se vê obrigado a enfrentar um Superman reduzido a um agente policial repressor manipulado por um governo global ineficiente e corrupto.

A morte do Superman – Em 1993 foi lançada uma edição de quadrinhos pela DC comics escrita e desenhada por Dan Jurgens e equipe, que repercutiu mundialmente. Seria a última aventura do Superman. O homem de aço finalmente encontra um inimigo a altura, um monstro chamado “Apocalipse”. A batalha feroz é travada no centro de Metrópolis culminando com a morte de ambos. Superman se sacrifica para salvar a humanidade com um verdadeiro “messias” numa batalha que sugere o “Armagedon”. No seu funeral uma legião de super-heróis presta uma última homenagem. Em seguida quatro “Supermen” aparecem reivindicando seu manto (Os quatro cavaleiros do Apocalipse?). Mas na realidade a morte de Superman era aparente, ele milagrosamente se recupera e derrota todos que tentaram usurpar seu trono, trazendo novamente a esperança de uma paz duradoura para a Terra.
 
O sacrifício de Superman
Uma dura conclusão: A incapacidade do homem natural e sua aversão por Jesus Cristo são tão grandes, que não podem ser vencidas por qualquer outro poder, exceto pelo poder de Deus através da ação do Espírito Santo. Preferimos ter esperança no próprio homem, em alienígenas ou personagens fictícios, do que crer no próprio Autor da vida.
Na Bíblia, escrita por homens inspirados pelo Espírito Santo de Deus, está escrito:


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3.16-18).“Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” (João 6.32-35).
“Respondeu, pois, Jesus, e disse-lhes: Não murmurem entre vós. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6.43-44).
“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6).


Por Eumário J. Teixeira

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